terça-feira, 29 de novembro de 2011

Plano Anual de Leitura Bíblica - 2012

A ORIGEM DO NATAL

®    Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo?
®    Nasceu Jesus em 25 de dezembro?
®    Será que os primeiros apóstolos que foram ensinados pessoalmente por Jesus, alguma vez celebraram o nascimento do “menino” Jesus?
®    Será que eles o comemoravam no dia 25 de dezembro?
®    Ou em qualquer outro dia?
®    Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também?
®    Você sabe?
®    E os símbolos do natal, você conhece a origem deles?
®    Do “Papai Noel”, da “Árvore”, das “Luzes”, das “Guirlandas”, da troca de “Presentes”?

Vamos então aos fatos!

I – O SIGNIFICADO DE “NATAL”

A palavra “Natal” - tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo.
Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos.
A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus.
Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo.
As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”.
Consulte, por exemplo: a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; c) Enciclopédia Americana, edição 1944.
É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

II - A DATA DO NASCIMENTO DE JESUS

Com certeza, Jesus não nasceu em 25 de dezembro! Pelo exame da Palavra de Deus sabemos que Jesus não nasceu em dezembro!
Lucas 2:8 diz: "Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam os seus rebanhos, durante as vigílias da noite.
Dezembro é tempo de inverno. Costuma chover e nevar na região da Palestina (Confira na Bíblia em Esdras 10.9,13).
“Então, todos os homens de Judá e Benjamim, em três dias, se ajuntaram em Jerusalém; no dia vinte do mês nono (dezembro – estação fria e chuvosa), todo o povo se assentou na praça da Casa de Deus, tremendo por causa desta coisa e por causa das grandes chuvas. Porém o povo é muito, e, sendo tempo de grandes chuvas, não podemos estar aqui de fora...” (Esdras 10.9,13).
Conseqüentemente, os pastores não poderiam permanecer ao ar livre nos campos durante as vigílias da noite.
Naquela região, as primeiras chuvas costumam chegar nos meses de outubro e novembro. Durante o inverno os pastores recolhem e guardam as ovelhas no aprisco... Eles só permanecem guardando as ovelhas ao ar livre durante o verão!
É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2.1) – “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se”.
Com certeza, o nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando nenhum rebanho estava no campo! A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida.
O mais plausível é que tenha sido no começo do outono - provavelmente em setembro, aproximadamente seis meses depois da Páscoa.

III - A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBRO

Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias…
Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã.
®    Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol;
®    E como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico;
®    Proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus.
Foi assim que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

IV - A ÁRVORE DE NATAL

A origem da árvore de Natal vem da antiga Babilônia... Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé.
Ninrode se afastou de Deus e enveredou-se pelo caminho da apostasia.
Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis!
Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da (reencarnação), da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual.
Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela.
®    Entre os druidas (Povo celta conhecedores da ciência dos cristais), o carvalho era sagrado.
®    Entre os egípicios as palmeiras eram sagradas.
®    Em Roma, o Abeto (arvore que pode alcançar alturas de 10-80 m), era decorado com cerejas negras durante a Saturnália.
O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado.
Esta é a verdadeira origem da “Árvore de Natal” e da prática de se dar “presentes”!
Jeremias 10:2-4 – “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile”.

V - A TROCA DE PRESENTES

A Biblioteca Sacra, vol. 12, páginas 153-155 diz assim: "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a copiaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano".

O costume de trocar presentes com amigos e parentes durante a época natalina não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra!

®     Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando.
®     Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos?
®     Omitiria a pessoa a quem deveria honrar?
®     Não parece absurdo deste ponto de vista?
Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu e gastam muito dinheiro em presentes para parentes e amigos.

Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar o que deviam, a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro.

Este é o mês em que a obra de Deus mais sofre.

Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra.

Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2.1,11 com respeito aos presentes que os magos levaram quando Jesus nasceu:

“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém”.

“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”.

VI - POR QUE OS MAGOS LEVARAM PRESENTES A CRISTO?

Por ser o dia de seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram muitas semanas ou meses depois do seu nascimento (Mt 2.16) – “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos”.

Ao contrário do que mostram os presépios, Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.

Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a CRISTO. Por quê?
O Comentário bíblico de Adan Clarke, vol. 5, pg.46, diz assim do v.11: "... ofereceram-lhe presentes....”–  “No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul”.

Aí está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo!

Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei ao apresentarem-se a ele.

Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus. Portanto, levaram oferendas, da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado.

O costume de trocas de presentes de Natal nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão.

VII - O “PAPAI” NOEL E A PRÁTICA DE SE DAR PRESENTES ÀS ESCONDIDAS

O velho “Noel” não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam!
O nome “Papai Noel” é uma alteração do nome “São Nicolau”, um bispo romano que viveu no século V.
Na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, consta o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro… A lenda de suas dádivas oferecidas as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido…”
Daí teria surgido a prática de se dar presentes “às escondidas” no dia de São Nicolau (6 de dezembro).
Mais tarde essa data fundiu-se com o “Dia de Natal” (25 de dezembro), passando a se adotar também no natal essa prática de se dar presentes “às escondidas”, como o fazia o Saint Klaus (o velho Noel!).
Daí surgiu a tradição de se colocar os presentes às escondidas junto às árvores de natal!

VIII - A COROA DE AZEVINHO OU GUIRLANDA

Às vezes conhecida por “coroa de Natal” ou “Guirlanda” são memoriais de consagração.
Em grego é “stephano”, em latim “corona” - podem ser entendidas como: enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes.
Significam um “Adorno de Chamamento” e, conseqüentemente, são porta de entrada de deuses.
Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas!
A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a “guirlanda” na cabeça!
®    A Bíblia não faz qualquer menção do uso de “guirlanda” no nascimento de Jesus.
®    Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte.
®    Esta guirlanda de espinhos é símbolo de escárnio!

IX - VELAS OU LUZES

O Uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol.
Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico. Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes - o sentido é o mesmo!

X PRESÉPIO

O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiga babilônia. É um estímulo à idolatria!
Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. O Presépio estimula a veneração das imagens e alimenta a idolatria…
Em Êxodo 20.1-6, lemos: Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos”.
Em I Cor 10.14-15 está escrito: Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo”.
No Brasil a abertura da comemoração do Natal é feita com uma famosa “Missa do Galo”, a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um "altar consagrado", cujas figuras estão relacionadas com a Babilônia, e não com a realidade do Evangelho.

CONCLUSÃO

Qual deve ser o nosso procedimento, agora que descobrimos a verdade quanto às origens pagãs inseridas nas comemorações do natal?

1 –
Nos libertarmos das simbologias e práticas associadas aos ídolos pagãos. e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as.(Efésios 5.11).
“... Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a ele só...” (I Samuel 7.3).
2 – Instruirmos nossos filhos de conformidade com João 8.32 – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
E ainda Romanos 12.2 – E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Em Mateus 15.9, Jesus disse assim: Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”. Além disso, Jesus disse em Mateus 15.6 – E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.
3 – Resistirmos ao espírito satânico do consumismo no Natal.

4  –
Não é errado desejar um feliz Ano Novo para alguém, porém agora que sabemos da origem pagã dos símbolos e práticas do natal, não se mostra adequado desejar “Feliz Natal”, sobretudo ao não cristão! Seria mais conveniente se disséssemos algo mais ou menos assim: “Que o Senhor Jesus Cristo te abençoe nestes dias...” Expurgadas das nossas vidas, e das nossas celebrações, os símbolos e práticas pagãs, penso que, a exemplo da chamada "semana santa" em que as Igrejas sempre souberam aproveitar bem para evangelizar, podemos e devemos aproveitar a semana natalina para realizar cultos evangelísticos genuinamente cristãos, e anunciar ao mundo o verdadeiro sentido do natal, que poderá até começar com a manjedoura, mas deverá incluir sempre a história da cruz!

Natal sem a cruz não é o verdadeiro natal de Jesus!

Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Co 11.24-26; Jo 13.14-17). 
Adaptado de Rev. Edemar V. Silva –
 Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 22-12-10.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Como Encontrar os Eleitos

Kenneth D. Johns
 
"E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade." Atos 18.9,10 
 
Com freqüência, ouvimos a acusação de que a doutrina da eleição sufoca o espírito de evangelismo. Reivindica-se (e isto sem dúvida já ocorreu) que essa doutrina paralisou algumas igrejas ou departamentos missionários em seu alcance evangelístico. Eles disseram: "Não é nossa tarefa salvar os pagãos; quando Deus estiver pronto para salvar os eleitos, Ele o fará por Si mesmo." Por isso, assentaram-se e nada fizeram. E, como resultado, a doutrina ganhou má reputação. Presume-se que a letargia de tais homens é causada por sua crença na eleição. Mas será que isso é verdade? É a doutrina ou os homens que merecem a culpa? Será que homens bons às vezes não fazem uso errôneo de uma doutrina correta? Não é possível que homens indiferentes e cabeças-duras torçam a verdade em benefício de si mesmos?
 
Os eleitos estão em nossas comunidades. Podemos encontrá-los à medida que oramos e confiamos na orientação do Espírito e na capacidade da Providência. Um incrédulo haverá de se mudar, para morar ao lado de um verdadeiro cristão, e encontrará a vida. Uma mudança em nossos compromissos de trabalho, em uma loja, colocará uma alma "vazia" ao lado de uma alma "plena". Após algum tempo, ambas estarão plenas. Uma conversa casual no cabeleireiro resultará em uma alma sedenta encontrando água viva. Inconsciente do poder que o controla, um orientador pedagógico do 2º grau colocará uma jovem perdida em uma classe onde ela se assentará ao lado de uma cristã piedosa. Através da amiga cristã, a jovem perdida encontrará o Grande Amigo. Estas são coincidências? A fé declara: "Não". O Pai está atraindo a Si mesmo aqueles a quem escolheu. Uma parcela de júbilo é prometida àqueles que oram e dependem do Espírito. Portanto, os eleitos em nossa comunidade serão encontrados.
 
O que Jesus disse a Paulo, em Corinto, Ele o diz a nós hoje: "Tenho muito povo em sua cidade. Os eleitos estão vivendo nessas ruas corrompidas. Os apartamentos, os lares de sua cidade são habitados por aqueles que são os escolhidos de Deus. Neste exato momento, você não pode identificá-los. Não pelo endereço, estilo de vida ou moralidade deles. Tampouco por estarem buscando a verdade. Para você, eles parecem mortos. Mas incuti em seus corações que venham a Mim; e eles virão. Apenas creia e seja fiel. Reconheça a sua própria incapacidade e ore. Permita que meu Espírito o guie à rua Trôade; alguns dos eleitos moram ali. Você encontrará outro na cadeia que fica na Av. Filipos. Eles o expulsarão daquele lugar, mas, ao fazerem isso, você encontrará mais eleitos na alameda Tessalônica. Faça uma visita à casa de Jasom. Novamente você terá de fugir para não ser morto, mas será extremamente frutífero na rodovia Nobre, em Beréia; não perca essa oportunidade. O Condomínio Cultural de apartamentos em Atenas será um teste árduo e não muito produtivo. Mas ali eu tenho uma pessoa sofisticada, Dionísio, e uma mulher, Damaris, e um casal de outros que pretendo trazer ao aprisco. Por isso, passe por lá e anuncie a minha Palavra. Não se preocupe com o que lhe chamarão; já lhe dei um novo nome. Seja forte nos condom ínios de Corinto. É um lugar maligno. Mas naquelas casas habitam muitos que viverão em minha casa eternamente. Eu lhe asseguro que o administrador, Gálio, não o perturbará. Seja forte. Não deixe de pregar a mensagem. Estarei com você em todos esses lugares. Juntos, Eu e você, encontraremos os meus eleitos. Todos que o Pai me deu virão a Mim através de você."
 
"Os únicos precedentes neotestamentários para a proclamação do evangelho são: vida santa, oração e testemunho ousado." - Geoffrey Thomas
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

OS PURITANOS

O Que é ?

Referencial de Vida

Vivemos entre extremos. Ou somos defensores do conhecimento doutrinário ortodoxo, intelectual (e poucos são), porém sem estar aliado à piedade, à prática Cristã, sem quebrantamento, sem humilhação (um evangelho que fica na cabeça e não desce no coração), ou ficamos (como muitos) no extremo de deturpar grandemente a doutrina reformada, defensora da Soberania de Deus, a sã doutrina, a doutrina da graça de Deus, para aderir a um emocionalismo esquisito, sem fundamento bíblico, cheio de promessas de prosperidade e solução fácil para todos os problemas, onde a ênfase é no homem e não na glória de Deus. Estamos esquecidos do que os reformadores, ensinados pelo Espírito Santo, defendiam: SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLORIA. Diante disso, desse triste quadro, às vezes desanimador, sentimos que Deus nos tem mostrado um referencial que cremos ser uma luz de esperança.


Exemplo da História

            A história nos mostra que Deus no passado sempre atuou na Igreja, a Sua Igreja, o "conjunto de predestinados", como dizia john Wycliff, Igreja a quem amou e por ela se entregou. Num determinado período da história, século XVII, em meio à decadência moral e espiritual, homens de Deus, que amavam a pureza doutrinária (reformada), mas que viviam o evangelho da piedade, da humilhação, do quebrantamento profundo, buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua Justiça, clamavam por LITURGIA PURA, DOUTRINA PURA, GOVERNO PURO, VIDA PURA, tornando-se conhecidos como OS PURITANOS.

Puritanismo. O Que Foi?

           O Puritanismo foi um movimento não organizado que envolvia cristãos zelosos, metódicos, idealistas, realistas, cultos, íntegros, com experiência espiritual profunda, práticos, formadores da verdadeira família cristã, cheios de ideais de renovação para a Igreja que envolvesse enriquecimento das verdades de Deus e ardor na devoção pessoal. OSPURITANOS são um exemplo de equilíbrio na vida cristã: PIEDADE E ORTODOXIA.

Nossas Raízes

           Os Puritanos são nossas raízes espirituais doutrinárias e eclesiásticas. Fizeram a Confissão de Fé de Westminster e Catecismos; escreveram a mais extensa biblioteca Teológico-Sacra-Devocional do mundo protestante; lutaram pela liberdade de consciência e religião; forneceram fundamentos para as aspirações democráticas; foram os pioneiros do movimento missionário moderno que exportou as divisões eclesiásticfas da Inglaterra para todo o mundo de língua inglesa. Romperam com a mera religiosidade e fizeram a maior tentativa que se tem conhecimento, no mundo de língua inglesa, de moldar suas vidas de acordo com a instrução bíblica. Com o PURITANISMO o povo viu admirado a grande espiritualização dos lares da Inglaterra. Foram por fim, como disse Dr. J.I.Packer, "Gigantes Espirituais, e nós, anões. Eram grandes almas, servindo a um grande Deus".
Grandes Testemunhos

           Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores, se referindo ao valor dos Puritanos - por isso foi um dos ministros que teve riquíssima biblioteca puritana - afirmou: "Os homens modernos seriam mais ricos   se pelo menos comessem das migalhas que caem da mesa dos Puritanos". Spurgeon tinha sempre à sua cabeceira os livros em grande parte, foram instrumentos usados por Deus para a sua conversão.
            George Whitefield afirmou que foram os livros de Baxter que o livraram de se tornar um asceta, místico ou legalista. A respeito dos Puritanos falou: "Ministros nunca escrevram ou pregaram tão bem quanto os que estão sob a cruz; O Espírito de Cristo e da glória, então, repousa sobre eles. Foi isto, sem dúvida, que transformou os puritanos em tão incandescentes luzes... de um modo especial escreveram e pregaram como homens que tinham autoridade, eles ainda falam; uma unção especial os abençoa".

Relevância

           Quando tomamos conhecimento do puritanismo e sua relevância; quando nos deparamos com a literatura, riquíssima, penetrante, que fez o Dr. J.I.Packer se expressar: "Devo mais a literatura Puritana do que a qualque teologia que já lí", sentimos o coração se encher de vigor e ansiedade para difundir o que consideramos necessário para o povo de Deus, hoje, no Brasil.

Objetivos

·         Divulgar as origens e raízes protestantes, nossa identidade.
·         Apresentar um referencial de vida cristã autêntica.
·         Propor um referencial de avivamento bíblico, equilibrado, mas sem apagar o Espírito Santo de Deus, Soberano.
·         Divulgar uma literatura sã, reformada, selecionada, bíblica, crendo ser necessária para os nossos dias.
·         Realizar simpósios sobre OS PURITANOS, quem foram, e sua importância para os nossos dias.
·         Editar o Jornal "OS PURITANOS" - nosso meio de comunicação e divulgação da fé reformada.

Esclarecimento

           Não temos nenhuma pretensão, e, longe de nós, o propósito de estabelecer uma nova denominação, ou implantar em pleno século XXI, em solo brasileiro, os usos e costumes da Inglaterra do século XVII, nem exaltar e idolatrar os expoentes do Puritanismo (idolatria era o que eles mais detestavam). Pelo contrário, aprender com eles que Deus é Soberano e que sua Graça nos alcançou; que somos peregrinos numa jornada até o céu. Jornada que passa pelo mundo e não uma fuga dele. Porém sempre uma atitude de NÃO CONFORMISMO em relação a atual situação espiritual em que vive o nosso povo evangélico, o povo de Deus.
            Não temos nenhum objetivo político que venha favorecer outros interesses que não sejam o de enfatizar a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, como única REGRA DE FÉ E PRÁTICA  - ela é o nosso maior referencial.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Carta que um puritano deixou pra sua esposa, quando estava prestes a ser executado!


"Carta final de Chistopher Love a sua esposa grávida, Mary 

Da Torre de Londres
22 de agosto de 1651
O dia da minha glorificação

crislove.jpg
Chistopher Love 















Minha tão graciosa amada,


Vou agora de uma prisão para um palácio. Terminarei o meu trabalho; vou agora receber meu salário. Vou ao céu onde estão duas de minhas crianças, e deixando você na terra onde estão três de meus pequeninos. Aqueles lá em cima não precisam de meus cuidados, mas os três aqui embaixo precisam dos teus. Consola-me pensar que dois de meus filhos estão no ceio de Abraão, e três deles estarão nos braços e cuidados de uma mãe tão terna e piedosa.


Sei que você é uma mulher de espírito triste, contudo seja consolada; embora sua tristeza seja grande pela partida de seu esposo deste mundo, tuas dores serão menos ao trazer à luz seu filho neste mundo. Você será uma mãe alegre, embora seja uma viúva triste. Deus tem muitas misericórdias em depositar para você; as orações por você é de um esposo que morre, não serão perdida, por vergonha minha: nunca orei tanto por você em liberdade como orei em prisão, não posso escrever mais, mas tenho alguns conselhos práticos para deixar para você:


1 Conserve-se sobre ministério sadio, ortodoxo, e consciencioso. Ah, existem enganadores que sairão pelo mundo, mas as ovelhas de Cristo conhecem a sua voz, não seguirão. Dê atenção ao ministério que ensina o caminho de Deus na verdade, siga o conselho de Salomão, Provérbio 19:27 " Se deixas de ouvir a instrução ... desviar-te-às das palavras do conhecimento".
2 Crie os filhos no conhecimento e admoestação do Senhor...
3 Ore com sua família diariamente, para que sua casa possa ser contada entre as famílias que invocam a Deus.
4 Esforce-se por um espírito manso e tranqüilo, que à vista de Deus tem um alto preço, 1 Pe 3.4
5 Medite, não nos confortos que você quer, mas nas misericórdias que você tem.
6 Olhe antes para a finalidade que Deus tem em afligir, do que para a medida e grau em que você é afligida.
7 Trabalhe para deixar clara suas evidências a favor do céu quando Deus tirar de você os consolos da terra, para que, quando seus sofrimentos forem abundantes, também possam abundar mais ainda as consolações em Cristo, 2 Co 1.5.
8 Embora seja bom manter um zelo santo para não ser enganada pelo coração, contudo é mau você guardar temores e dúvidas sobre a verdade de suas graças. Se algum dia confiei no tocante à graça de outra pessoa, tenho plena confiança no tocante a graça que há em você...Empenharia minha alma no lugar da sua, tanta a confiança que tenho em você.
9 Quando achar seu coração seguro, presunçoso e orgulhoso, então medite mais na corrupção do que na graça, mas quando você achar seu coração duvidando e descrendo, então olhe para a sua graça, não para as suas fraquezas.
10 Estude o pacto da graça e os méritos de Cristo, e então se preocupe se puder. Você está interessada num pacto que aceita propósitos como desempenho, desejos como ação, sinceridade como perfeição, a justiça de outro - de Jesus Cristo, como a sua, Oh, meu amor! Descanse, descanse então no amor de Deus, no ceio de Cristo..."
Retirado da Revista Os puritanos edição número 1 de 2006, pg 23 - Adilton Jr.



Aqui está a carta de Mary para o esposo: (Texto extraído da Revista "Os Puritanos" - Vamos à casa do Senhor resgatando a participação das crianças no culto, pg 12)



"Christoper Love, um jovem, brilhante pregador puritano, nasceu em Cardiff, País de Gales em 1618 e morreu decapitado em 22 de Agosto  de 1651, na Torre de Londres. Foi convertido quando tinha 15 anos, contra a vontade do seu pai, mas sustentado pelo ministério de sua mãe. Ele casou-se com Mary Stone e tiveram 5 filhos, duas meninas que faleceram muito cedo e 3 meninos, o último nasceu uma semana após a morte de Love.


Mary e Christopher Love refletiram a glória de Deus um ao outro, e seu casamento continua sendo um farol apontando o que Deus pretende para o lar cristão. Foram um abrigo de graça um para o outro mesmo nas mais horrendas circunstâncias. Poucos dias antes da morte dele, sua esposa, Mary, escreveu o seguinte para o esposo:


Antes de eu escrever qualquer outra palavra, peço que você não pense que é sua esposa, e sim uma pessoa amiga que lhe escreve. Espero que já tenha livremente rendido a esposa e os filhos ao Deus que disse em Jeremias 49:11: "Deixa os teus orfãos, e eu os guardarei em vida, e a tua viúva confie em mim". Seu Criador será meu esposo, e um Pai para seus filhos. Oh, que o Senhor o guarde de ter um só pensamento atribulado por sua família. Você, eu desejo renunciar às mãos de seu Pai, e não ver só como coroa de glória você morrer por Cristo, mas como honra para mim, por ter um esposo para deixar por Cristo.


Não ouso falar, nem ter um só pensamento dentro do meu coração sobre minha perda indizível, mas sim conservar meus olhos fixos no ganho inexprimível e inconcebível. Você só deixa uma esposa pecadora, mortal, para ser casado eternamente com o Senhor da glória. Você deixa apenas crianças, irmãos e irmãs para ir ao Senhor Jesus, seu Irmão mais velho. Você deixa amigos na terra para ir desfrutar o prazer de santos e anjos, e os espíritos de homens justos já tornados perfeitos na glória. Você só deixa a terra pelo céu e troca uma prisão por um palácio. E se afetos  naturais começarem a surgir, espero que o espírito da graça que está em você os abafe, sabendo que todas as coisas aqui em baixo são apenas esterco e escória em comparação com aquelas coisas que há lá em cima. Sei que você conserva os olhos fixos na esperança da glória, que faz seus pés esmagarem as perdas da terra.


Querido, eu sei que Deus não só preparou glória para você, e você para ela, mas estou persuadida de que Ele adoçará o caminho para você chegar ao gozo dela. Quando estiver se vestindo naquela manhã, oh, pense: "Estou agora colocando minhas vestes nupciais para ir me casar eternamente com o meu Redentor..."


Meu querido, com o que escrevo para você, eu não procuro por esse meio ensinar-lhe, porque essas consolações eu recebi do Senhor por seu intermédio. Não vou escrever mais, nem incomodá-lo mais, mas entregue-se aos braços de Deus com quem, dentro em pouco, estaremos você e eu.

Adeus querido. Nunca mais verei sua face até que ambos contemplemos o rosto do Senhor Jesus naquele grande dia
."


Adilton Jr.
Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 16/11/11

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Agora você pode escutar o Programa CADA DIA! (Programa da Igreja Presbiteriana do Brasil em Érico Cardoso)
Todos os dias das 12:00 ÀS 13:00h - acesse o site:


http://www.radioculturalfm879.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SAF: Uma Família Acolhedora – Rm 12.9-21



Edna Coimbra
A Igreja Presbiteriana chegou ao Brasil em 1859 com o jovem missionário americano Ashbel Green Simonton. E, desde então, encontramos pequenos grupos de mulheres presbiterianas, surgindo cá e lá, para auxiliar no trabalho de cada congregação que ia sendo plantada.

A Igreja crescia e se organizava. Ao mesmo tempo, também o trabalho feminino crescia e não demorou muito surgiu a organização das Sociedades Femininas.

Tais sociedades nasceram com o desejo de auxiliar cada igreja e cada congregação, consciente de seu papel como parte do Corpo de Cristo.

1ª SAF – A primeira Sociedade Feminina da qual se tem notícia e documentos comprobatórios é a do Recife - PE, criada em 11 de novembro de 1884, com o nome de “Associação Evangélica de Senhoras”.
O objetivo desta associação era realizar estudos bíblicos e arrecadar fundos para auxiliar os necessitados e a Igreja. Sua primeira  Presidente foi a Sra. Carolina Smith.

2ª SAF – Surgiu logo a seguir, em Rio Claro - SP, no dia 08 de janeiro de 1885. Sua 1ª Presidente foi Eulália da Gama. Após estas, muitas outras foram sendo organizadas e, hoje, temos as SAFs em todos os rincões de nosso imenso Brasil.

O trabalho em SAFs abrange, hoje, todo o nosso país, realizando o sonho tão bem expresso no hino “Do vasto Mato Grosso, até o Ceará, por vilas e cidades do Sul ao Grão Pará... do Sul ao Amazonas, do Oeste até ao mar”.  

Damos graças a Deus pelo abençoado crescimento e fortalecimento do Trabalho Feminino, unindo as mulheres presbiterianas de norte a sul, de leste a oeste,  no grandioso ideal de servir e auxiliar toda a Igreja, que é o Corpo de Cristo.

Sexta feira próxima, 11 de novembro de 2011 a SAF, no âmbito nacional, comemora 127 anos e podemos dizer, até aqui, nos ajudou o Senhor.

Mas o que esperar do futuro? Que as SAFs da IPB em todo o território nacional continuem sendo uma Família acolhedora.
Que as mulheres auxiliadoras das IPB compreendam o fato de que a humanidade vive sob a influência da queda e que esta trouxe maldição a toda criação (Gn 3.1-13,20).

Assim:
F  O pecado afetou toda a criação do Senhor.
F  A humanidade ficou corrompida.
F  Em conseqüência disto tudo foi afetado.
F  Os relacionamentos foram modificados.
F  A relação do homem com Deus foi quebrada.
F  A relação do homem com a mulher ficou abalada.
F  É por este motivo que vemos muitos lares sendo destruídos.
F  É por isso que vemos a violência imperar em nossos dias.

A verdade é que a humanidade vive de crise em crise e isto acontece por causa do pecado.

Nesse contexto de crise qual deve ser o papel da Sociedade Auxiliadora Feminina? (Mc 2.16-17).

© A SAF deve ser lugar de acolhimento;
© A SAF deve ser lugar para os que estão doentes;
© A SAF deve ser lugar para os que necessitam de cura espiritual.

De que forma a SAF pode desenvolver este ministério?

1. Aborrecendo o mal e agarrando-se ao bem v.9

®    O texto diz que devemos rejeitar o mal.
®    Devemos aborrecer o mal.
®    Temos que virar completamente nossas costas ao mal.
®    E isso só é possível quando amamos o Senhor.

O que estamos dizendo é que devemos agir com amor e isto significa que não devemos valorizar defeitos. Não podemos depreciar as pessoas por causa das suas falhas.

Jesus mostrou esta realidade de modo muito claro (Jo 8.1-11). Ele condenou o pecado da mulher samaritana, mas não desprezou a pessoa em si. O amor de Jesus a restaurou. É este amor que deve ser evidenciado em cada SAF.

Em segundo lugar, a SAF vai ser lugar de acolhimento:

2. Quando desejar muito o estar juntas v.10

Note que o texto diz: “preferindo-vos em honra”. Isto é amar de tal forma que desejamos a exaltação do outro. Portanto, as pessoas que aqui chegam devem sentir o amor. Elas necessitam ver que realmente nos amamos. Se uma pessoa que nunca ouviu falar de Jesus entrasse numa reunião de oração da SAF e ouvisse uma palavra sobre amor, será que ela poderia conciliar a palavra com as vossas vidas?

O apóstolo Pedro diz o seguinte: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1 Pe 4.8).

O termo intenso dá idéia de algo forçado, no sentido de esforço mesmo. É como se devêssemos nos esforçar para estar perto dos nossos irmãos e amarmos nossos irmãos como um atleta se esforça preparando para competições.

Em terceiro lugar, a SAF vai ser uma família acolhedora:

3. Quando partilhar as alegrias vv. 12,15

Alegrar-se com os que estão alegres. Aqui há algo muito complicado. Talvez alguém diga que isto é fácil, mas é extremamente complicado. É complicado por causa do ciúme e da cobiça. Um dos maiores problemas do homem é de fato o ciúme e a inveja.

Diz o apóstolo que você deve ter prazer positivo na alegria do seu irmão na fé; você deve realmente envolver-se em sua felicidade e alegrar-se com o sucesso ou com o que quer que seja que o esteja levando a alegrar-se. Devemos nos alegrar genuinamente com os nossos irmãos. As alegrias e conquistas deles devem ser nossas alegrias e nossas conquistas e, portanto, o ciúme e a inveja não devem nos privar dessa alegria.

Em quarto lugar, a SAF vai ser lugar de acolhimento:

4. Quando partilhar as tristezas vv. 13-15

Partilhar é dividir. É poder fazer com que a dor do outro se torne mais leve. É acudir. É socorrer. É chorar. É entristecer juntamente. Isto só é possível acontecer se houver identificação. Se nos pusermos no lugar do outro. Não só a SAF, mas toda a igreja necessita ter esta capacidade de sentir com. Necessita partilhar a tristeza, suavizar a dor. Se fizermos assim, seremos uma família acolhedora.

Em quinto lugar, a SAF vai ser uma família acolhedora:

5. Quando partilhar a vida espiritual vv. 12,16-17

Quando procuramos nossos irmãos para que nos ajudem e nos orientem naquilo que temos dúvidas, não ficamos sozinhos.

Nenhuma de vocês é SAF sozinha, a SAF é uma Sociedade, é uma família.

E se os que chegam destroçados, destruídos pelo pecado virem que somos esta família que se ampara e pára para meditar no que o Senhor tem preparado para nós, eles desejarão fazer parte desta família.

Em sexto lugar, a SAF vai ser lugar de acolhimento:

6. Quando se esforçar para manter a paz v. 18

Manter a paz é o desejo de não alimentar a confusão. É quando nos esforçamos para não ficar com relacionamentos partidos e lutamos para que possamos continuar os laços de amizade.

Mas note o que Paulo diz: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Isto indica que muitas vezes não é possível, mas enquanto depender de você lute pela paz.

  Para ser lugar de acolhimento, a SAF precisa ser pacificadora (Mt 5.9).
  Uma sociedade auxiliadora procura estar em paz com todas as pessoas (Hb 12.14).
  Ela tem consciência que isto é testemunho.
  Quando as pessoas verem esse ambiente de paz, desejarão fazer parte desta família.

Em sétimo lugar, a SAF vai ser uma família acolhedora:

7. Quando não alimentar sentimentos de vingança v. 19

Não fica bem um cristão iracundo. Não fica bem viver em uma família quizilenta, de gênio difícil, estranho, esquisito. Não devemos buscar a vingança porque o verdadeiro amor, o amor que devemos nutrir uns pelos outros perdoa. Como Paulo escreveu em Coríntios: "O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Co 13.7-8).

Quem vive este amor consegue ultrapassar as traições da vida. Sente o amor do Senhor e se deixa encher deste amor para poder perdoar o que parece imperdoável.

Quem não se vinga é porque está cheio do amor do Senhor. É uma pessoa que compreendeu que deve fazer o mesmo que o seu Senhor. Reflita no seguinte: Se Jesus perdoou todos os seus pecados, tudo quanto você já fez, quem é você para não perdoar o pecado do seu semelhante?
Se vivermos esta realidade de perdão, as pessoas encontrarão na sua sociedade uma família.

Em oitavo lugar, a SAF vai ser lugar de acolhimento:

8. Quando demonstrar generosidade e benignidade vs. 20-21

Paulo diz que não devemos ser destruídos pela força maléfica que rege este mundo. Ele diz que devemos vencer o mal com o bem. E é claro, essa vitória passa pelas atitudes que temos diante dos outros.

Se você tem consciência de quem é o seu adversário e ele está em aflição, ajuda-o. Seja presente na vida dele e propicia-lhe o melhor. Não é apenas não se vingar, mas é ser generoso e bondoso para com aqueles que nos ferem. Se as pessoas nos virem manifestar um amor autêntico, elas reconhecerão o Senhor em nosso meio.

F Como é que a SAF desta Igreja tem agido?
F Qual tem sido vossa atitude em relação aos que vos perseguem?
F Estão sendo uma família acolhedora, coesa e refletindo a luz do Senhor?

Ser uma família acolhedora deve ser o desafio não só da SAF, mas de toda esta Igreja, pois aqui chegam:

®    Pessoas destroçadas;
®    Famílias desfeitas;
®    Indivíduos raivosos, furiosos, irritados;
®    Mas aqui deverá ser contagiado:
§  Pelo amor dos irmãos;
§  Pela graça do Senhor Jesus.

Aqui elas devem sentir o fluir do perdão. Não podem ser julgadas, mas amadas e acolhidas. Se isto for real, seremos uma SAF, uma Igreja acolhedora.

Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 09/11/11.