sexta-feira, 23 de março de 2012

Os 28 Artigos – Doutrinas Fundamentais do Cristianismo


Art. 1º - Do Testemunho da Natureza quanto à Existência de Deus 

Existe um só Deus(1), vivo e pessoal(2); suas obras no céu e na terra manifestam, não meramente que existe, mas que possui sabedoria, poder e bondade tão vastos que os homens não podem compreender(3); conforme sua soberana e livre vontade, governa todas as coisas(4).
(1) Dt.6:4; (2) Jr 10:10; (3) Sl 8:1; (4) Rm 9:15,16
Art. 2º - Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem

Ao testemunho das suas obras Deus acrescentou informações(5) a respeito de si mesmo(6) e do que requer dos homens(7). Estas informações se acham nas Escrituras do Velho e do Novo Testamento(*) nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador, e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida(8).
(5) Hb 1:1; (6) Ex 34-5-7; (7); II Tm.3.15,16; (8); Is.8.19,20.
(*) Os livros apócrifos não são parte da Escritura devidamente inspirada.

Art. 3º - Da Natureza dessa Revelação 

As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus(9). Seu valor é incalculável(10), e devem ser lidas por todos os homens(1).
(9) II Pe 1:19-21; (10) Rm 3:1,2. (1) Jo 5:39.

Art. 4º - Da Natureza de Deus 

Deus o Soberano Proprietário do Universo é Espírito(2), Eterno(3), Infinito(4) e Imutável(5) em sabedoria(6), poder(7), santidade(8), justiça(9), bondade(10) e verdade(1).
(2) Jo 4:24; (3) Dt 32:40; (4) Jr 23:24; (5) Ml 3; (6) Sl 146:5; (7) Gn 17:1; (8) Sl 144:17; (9) Dt 32: 4; (10) Mt 19:17; (1) Jo 7:28.

Art. 5º - Da Trindade da Unidade 

Embora seja um grande mistério que existam diversas pessoas em um só Ente, é verdade que na Divindade exista uma distinção de pessoas indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes de Pai, Filho e Espírito Santo(2) e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas, mutuamente entre si(3).
(2) Mt 28:19: (3) Jo 14:16,17

Art. 6º - Da Criação do Homem 

Deus, tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano, criou o homem(4), constituindo-o de uma alma que é espírito(5), e de um corpo composto de matérias terrestres(6). O primeiro homem foi feito à semelhança de Deus(7), puro, inteligente e nobre, com memória, afeições e vontade livre, sujeito Àquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo(8).
(4) Gn 1:2-27; (5) Ec 12:7; (6) Gn 2:7; (7) Gn 1:26,27; (8) Gn 1:28

Art. 7º - Da Queda do Homem 

O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz(9), mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus, Satanás), desobedeceu ao seu Criador(10); destruiu a harmonia em que estivera com Deus, perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável, deste modo vieram sobre ela a ruína e a morte(1).
(9) Gn 1:31; (10) Gn 2: 16,17; (1) Rm 5:12.

Art. 8º - Da Conseqüência da Queda 

Estas não se limitam ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda(2); por conseqüência todos pecam, todos merecem ser condenados, e de fato todos morrem(3).
(2) Sl 50:7; (3) I Co 15:21

Art. 9º - Da Imortalidade da Alma 

A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criador a uma existência perpétua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro, sentir remorso e horror e sofrer agonias tais, que mais quereria acabar do que continuar a existir(4); o pecado da rebelião contra o seu Criador, merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus de segunda morte(5).
(4) Lc 16:20-31; (5) Ap 21:8

Art. 10º - Da Consciência e do Juízo Final 

Deus constituiu a consciência juiz da alma do homem(6). Deu-lhes mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos(7), mas reservou para si o julgamento final, que será em harmonia com seu próprio caráter(8). Avisou aos homens da pena com que com punirá toda injustiça, maldade, falsidade e desobediência ao seu governo(9); cumprirá suas ameaças, punindo todo pecado em exata proporção à culpa(10).
(6) Rm 2:14,15; (7) Mt. 22:36-40; (8) Sl 49:6; (9) Gl 3:10; (10) II Co 5:10

Art. 11º - Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus 

Deus vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo com que os homens lhe retribuem seus benefícios e o castigo que merecem(1), cheio de misericórdia compadeceu-se deles; jurou que não desejava a morte dos ímpios(2); além disso, tomou-os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, sua imensa bondade para com eles; e quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, ele lhes deu a maior prova do seu amor(3) enviando-lhes um salvador que os livrasse completamente da ruína e miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no seu favor(4).
(1) Hb 4:13; (2) Ez 33:11; (3) Rm 5:8,9; (4) II Co 5: 18-20.

Art. 12º - Da Origem da Salvação 

Esta Salvação, tão preciosa e digna do Altíssimo (porque está perfeitamente em harmonia com seu caráter) procede do infinito amor do Pai, que deu seu unigênito Filho para salvar os seus inimigos(5).
(5) I Jo 4:9

Art. 13º - Do Autor da Salvação 

Foi adquirida, porém, pelo Filho, não com ouro, nem com prata, mas com Seu sangue(6), pois tomou para Si um corpo humano e alma humana(7) preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem(8); assim, sendo Deus e continuando a sê-Lo se fez homem(9). Nasceu da Virgem Maria, viveu entre os homens(10), como se conta nos evangelhos, cumpriu todos os preceitos divinos(1) e sofreu a morte e a maldição como como o substituto dos pecadores(2), ressuscitou(3) e subiu ao céu(4). Ali intercede pelos seus remidos(5) e para valer-lhes tem todo o poder no céu e na terra(6). É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo(7), que oferece, de graça, a todo o pecador o pleno proveito de sua obediência e sofrimentos, e o assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por Seu Salvador(8).
(6) I Pe1:18,19; (7) Hb 2:14; (8) Mt 1:20; (9) Jo 1:1,14; (10) At 10:38; (1) I Pe 2:22; (2) Gl 3:13; (3) Mt 28:5,6; (4) Mc 16:19; (5) Hb 7:25; (6) Mt 28:18; (7) At 5:31; (8) Jo 1:14.

Art. 14º - Da Obra do Espírito Santo no Pecador 

O Espírito Santo enviado pelo Pai(9) e pelo Filho(10), usando das palavras de Deus(1), convence o pecador dos seus pecados e da ruína(2) e mostra-lhe e excelência do Salvador(3), move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. Assim produz uma grande mudança espiritual chamada nascer de Deus(4). O pecador nascido de Deus está desde já perdoado, justificado e salvo; tem a vida eterna e goza das bênçãos da Salvação(5).
(9) Jo 14:16,26; (10) Jo 16:7; (1) Ef 6:17; (2) Jo 16:8; (3) Jo 16:14; (4) Jo1:12,13; (5) Gl 3:26

Art. 15º - Do Impenitente 

Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem a Salvação que lhes está oferecida de graça, hão de levar a punição de suas ofensas(6), pelo modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus(7).
(6) Jo 3:36; (7) II Ts 1: 8,9

Art. 16º - Da Única Esperança de Salvação 

Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe por vir além da morte um raio de esperança(8). Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseveraram nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alívio(9).
(8) Jo 8:24; (9) Mc 9:42,43

Art. 17º - Da Obra do Espírito Santo no Crente 

O Espírito santo continua a habitar e a operar naquele que faz nascer de Deus(10); esclarece-lhe a mente mais e mais com as verdades divinas(1), eleva e purifica-lhe as afeições adiantando nele a semelhança de Jesus(2), estes fruto do espírito são prova de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo(3).
(10) Jo 14:16,17; (1) Jo 16:13; (2) II Co 3:18; (3) Gl 5:22,23

Art. 18º - Da União do Crente com Cristo e do Poder para o Seu Serviço. 

Aqueles que tem o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo(4), e como membro do seu corpo recebem a capacidade de servi-Lo(5). Usando desta capacidade, procuram viver, e realmente vivem, para a glória de Deus, seu Salvador(6).
(4) Ef 5:29,30 ( 5) Jo 15:4,7 (6) I Co 6:20

Art. 19º - Da União do Corpo de Cristo 

A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma(7) só e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor(8), os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo(9), para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade(10).
(7) Ef 3:15; (8) I Co 12:13; (9) Ef 1:11; (10) Rm 8: 29,30.

Art. 20º - Dos Deveres do Crente 

É obrigação dos membros de uma Igreja local, reunirem-se(1) para fazer oração e dar louvores a Deus, estudarem sua Palavra, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem um dos outros e promoverem o bem de todos os irmãos; receberem(2) entre si como membros aqueles que o pedem e que parecem verdadeiramente filhos de Deus pela fé; excluírem(3) aqueles que depois mostram a sua desobediência aos preceitos do Salvador que não são de Cristo; e procurarem o auxílio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos(4).
(1)Hb 10:25; (2) Rm 14:1; (3) I Co 5:3-5; (4) Rm 8:5,16.

Art. 21º - Da Obediência dos Crentes 

Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo(5), recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos(6) e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se si acharem salvos de graça(7).
(5) Ef 2:8,9; (6) I Jo 5:2,3; (7) Tt 3:4-8.

Art. 22º - Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito 

Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo(8), que é o Mestre(9), Pontífice(10) e Único Cabeça de sua Igreja(1); mas como Governador de sua casa(2) estabeleceu nela diversos cargos(3) como de Pastor(4), Presbítero(5), Diácono(6), e Evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que ele quer para cumprirem os deveres desses ofícios(7), e quando existem devem ser reconhecidos pela igreja e preparados e dados por Deus(8).
(8) I Pe 2:5-9; (9) Mt 23:8-10; (10) Hb 3:1; (1) Ef. 1:22; (2) Hb 3:6; (3) I Co 12:28; (4) Ef 4:2; (5) I Tm 3:1-7; (6) I Tm 3: 8-13; (7) I Pe 5:1; (8) Fl 2:29.

Art. 23º - Da Relação de Deus para com Seu Povo 

O Altíssimo Deus atende as orações(9) que, com fé, e, em nome de Jesus, único Mediador(10) entre Deus e os homens, lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os louvores(1) e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus(2).
(9) Mt 18:19; (10) I Tm 2:5; (1) Cl 3:16,17; (2) Mt 25:40,45; (3) Hb 10:1; (4) At 10:47,48; (5) Mt 26:26-28.

Art. 24º - Da Cerimônia e dos Ritos Cristãos 

Os ritos judaicos, divinamente instruídos pelo Ministério de Moisés , eram sombras dos bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram(3): os ritos cristãos são somente dois: o batismo com água(4) e a Ceia do Senhor(5).

Art. 25º - Do Batismo com Água 

O batismo com água foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz, feito pelo Salvador , quando envia o Espírito Santo para regenerar o pecador(6). Pela recepção do batismo com água, a pessoa declara que aceita os termos do pacto em que Deus assegura as bênçãos da salvação(7).
(6) Mt. 3:11; (7) At 2:41

Art. 26º - Da Ceia do Senhor 

Na Ceia do Senhor foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente o corpo que foi morto e o sangue derramado no Calvário(8); participar do pão e do vinho representa o fato de que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isso em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro fielmente quanto a sua fé, seu amor e o seu procedimento(9).
(8) I Co 10:16; (9) I Co 11:28,29.

Art. 27º - Da Segunda Vinda do Senhor 

Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu como homem(10), em Sua própria glória(1) e na glória de Seu Pai(2), com todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono de Sua glória e julgará todas as nações.
(10) At 1:11; (1) Mt 25:31; (2) Mt 16:27

Art. 28º - Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação 

Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão(3); os mortos em Cristo ressurgirão primeiro(4); os crentes que neste tempo estiverem vivos serão mudados(5), e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor(6), os outros também ressuscitarão, mas para a condenação(7).
(3) Jo 5:25-29; (4) I Co 15:22,23;(5) I Co 15:51,52; (6) I Ts 4:16; (7) Jo 5:29.

Pequeno Catecismo Kalleyano - Questão nº 25 - Mencione alguns dos deveres dos Crentes

A Escritura Sagrada ensina que um dos deveres do Cristão é o de pertencer à uma congregação, ou seja, é ter um Pacto ou Aliança visível com um grupo específico de crentes, com os quais comumente se associará para com todos os deveres que Deus deles exige. Na Epístola aos Romanos, por exemplo, São Paulo, no Capítulo 16, versículo 1, refere-se à Febe como alguém que serve a Igreja em Cencréia. Igualmente, na Epístola aos Filipenses, Capítulo 4, versículo 3 e na Epístola aos Colossenses, Capítulo 4, versículo 9,São Paulo cita Clemente e Onésimo,relacionando-os às congregações de onde eram membros. Assim entendemos que a Escritura ordena que cada Cristão seja membro de uma congregação visível, perfazendo, com os outros Cristãos ali em Aliança, um Corpo visível, discernível.

O individualismo de nossos dias, que faz muitos crerem que podem ser Cristãos sozinhos, isolados, sem uma congregação; e que faz congregações e oficiais crerem que podem comandar sobre si mesmos, sem a fraternidade com outras congregações e com outros oficiais, é, sem dúvida, um terrível pecado de cisma, um perverso atentado contra o Corpo de Cristo e contra a unidade visível ordenada por Ele para Sua Igreja.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Perguntas para se Preparar para o Casamento

 


 

John Piper

Em cada uma destas seções deveria se anexar um item que eu não anexei, isto é: "Como você lida com as diferenças?" e "Como você decide quais são as diferenças que permanecem sem prejudicar o relacionamento?". Portanto quando estiver lidando com cada subtítulo, inclua isso na discussão.
Teologia
  • O que você crê a respeito de ...?
  • Descubra como você estabelece seus pontos de vista. Qual é o processo de raciocínio e crença? Como você maneja a Bíblia?
Adoração e Devoção
  • Qual é a importância da adoração em conjunto? E em outras participações na vida da igreja?
  • Que importância tem fazer parte de um pequeno grupo de apoio e assumir responsabilidades?
  • Qual é a importância da música na vida e no culto?
  • Qual é sua maneira diária pessoal de prestar culto? Oração, leitura, meditação, memorização.
  • Como serão nossos devocionais diários em família? Quem vai liderar?
  • Estamos fazendo isso agora de maneira adequada: orando juntos sobre nossas vidas e nosso futuro, lendo a Bíblia juntos?
Marido e Esposa
  • Qual é o significado da liderança e submissão na Bíblia e em nosso casamento?
  • Quais são as expectativas sobre situações em que um de vocês estiver sozinho com alguém do sexo oposto?
  • Quais são as tarefas domésticas partilhadas: faxina, cozinha, lavar louça, limpar o quintal, cuidar do carro, consertos, fazer compras para a casa?
  • Quais são as expectativas para a intimidade do casal?
  • Como será uma noite comum adequada?
  • Quem você acha que deve ter iniciativa no sexo e com que freqüência?
  • Quem cuida do talão de cheques – ou será que são dois talões?
Filhos
  • Vamos ter filhos? Quando? Por que?
  • Quantos?
  • De quantos em quantos anos?
  • Pensamos em adoção?
  • Quais são os padrões de comportamento?
  • Qual é a maneira apropriada de disciplinar? Quantas vezes devo ameaçar...?
  • Quanto tempo vou dedicar aos filhos e quando eles irão para a cama?
  • Como demonstrar-lhes afeto?
  • Que escola eles vão freqüentar? Vão estudar em casa? Escola cristã? Escola Pública?
Estilo de Vida
  • Ter casa própria? Por que?
  • Que tipo de vizinhança? Por que?
  • Vamos ter quantos carros? Novos? Usados?
  • Como lidar com o dinheiro de um modo geral? Quanto contribuir para a igreja?
  • Como decidir sobre dinheiro?
  • Onde comprar roupas: Shopping? Brechó? Meio termo? Por que?
Divertimentos
  • Quanto devemos gastar em divertimentos?
  • Quantas vezes devemos comer fora? Onde?
  • Que tipo de férias seriam adequadas e vantajosas para nós?
  • Quantos brinquedos? Pranchas, barcos, barracas?
  • Devemos ter aparelho de televisão? Onde colocar? O que é bom assistir? Durante quanto tempo?
  • Qual o critério para cinema e teatro? Quais serão as regras para as crianças?
Conflitos
  • Por que você fica zangado?
  • Como você lida com suas frustrações e acessos de ira?
  • Quem deveria dar início a uma discussão sobre um assunto desagradável?
  • E quando nós discordarmos sobre o que deverá ser feito, se o assunto é realmente serio?
  • Vamos dormir quando estivermos brigados?
  • Qual é a nossa opinião sobre buscar ajuda dos amigos e conselheiros?
Trabalho
  • Quem é o principal mantenedor?
  • A esposa deve trabalhar fora de casa? Antes de ter filhos? Com filhos? Depois de tê-los?
  • O que vocês acham sobre babás e creches?
  • O que vai determinar onde vão alugar casa? O emprego? Da esposa ou do marido? A igreja? A família?
Amigos
  • É bom ter amigos que não sejam também amigos do cônjuge?
  • O que você vai fazer se o cônjuge sair sozinho com os amigos dele ou dela?
Saúde e Enfermidade
  • Você tem, ou teve alguma doença ou problema físico que possa afetar o relacionamento? (Alergias, câncer, desordens alimentares, doenças venéreas, etc.)
  • Você crê em cura divina e como a oração deve se relacionar com os cuidados médicos?
  • O que você acha dos exercícios e alimentação saudável?
  • Você tem qualquer hábito que afeta a saúde?

www.desiringgod.org



Traduzido por: Yolanda M. Krievin

Copyright © 2012 Desiring God Ministries
Copyright © 2012 Editora Fiel

Traduzido do original em inglês: Questions to Ask When Preparing for Marriage
Publicado originalmente no site: ww.desiringgod.org
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Linguagens do Amor

Anos atrás eu estava em meu escritório com a porta aberta quando uma senhora apareceu de repente e perguntou:
— O senhor tem um minuto?
— Sim, claro — respondi. Ela se sentou e disse:
— Dr. Chapman, estou com um problema. Não consigo fazer com que meu marido pinte o nosso quarto.
Já faz nove meses que lhe peço diariamente, mas não tem adiantado. Já tentei tudo o que podia, mas não há jeito.
Meu primeiro pensamento foi: “Minha senhora, parece que você bateu na porta errada. Não temos pintores aqui”. No entanto, virei-me para ela e disse:
— Fale-me sobre isso. E ela começou a contar:
— Bem, sábado passado foi um grande exemplo.
Lembra-se como o dia estava lindo? Sabe o que meu marido fez o dia inteiro? Lavou e encerou o carro.
— E o que a senhora fez?
— Fui à garagem e disse:
— Bob, não consigo entendê-lo. O dia hoje está perfeito para pintar o quarto e você está aqui lavando e encerando o carro!
— E seu comentário deu certo? Ele foi pintar o quarto?
— Não. O quarto encontra-se do jeito que estava, sem pintura. Não sei mais o que fazer!
— Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: A senhora é contra carros limpos e encerados?
— Não, mas quero que meu quarto seja pintado!
— A senhora tem certeza de que seu marido sabe que a senhora gostaria que ele pintasse o quarto?
— Estou plenamente convicta. Tenho pedido isso a ele durante nove meses.
— Deixe-me fazer-lhe mais uma pergunta: Seu marido faz alguma coisa bem feita?
— Como o quê?
— Coisas como recolher o lixo, limpar os vidros de seu carro, colocar combustível no automóvel, pagar a conta de luz, ajudá-la a vestir um casaco, etc.
— Sim, ele faz muito bem algumas dessas coisas.
— Então, tenho duas sugestões. Primeira, nunca mais mencione a pintura do quarto. Esqueça e jamais fale com ele sobre isso.
Ela olhou para mim e disse:
— Não vejo em que isso pode ajudar!
O objetivo do amor não é você conseguir algo que deseje, mas fazer alguma coisa pelo bem-estar daquele a quem ama. No entanto, é fato que, quando recebemos elogios, dispomo-nos mais a retribuir a gentileza recebida.
— Escute, você acabou de dizer que ele já sabe qual é o seu desejo: gostaria que ele pintasse o quarto. Não é mais preciso dizer-lhe isso. Ele já sabe. A segunda sugestão é a seguinte: na próxima vez que seu marido fizer alguma coisa bem feita, expresse isso a ele verbalmente, elogiando-o. Se ele levar o lixo para fora, diga-lhe algo como “Bob, quero que você saiba que sou muito grata por ter levado o lixo para fora”.
— Não diga jamais:
“Se demorasse mais para levar esse lixo para fora, as moscas fariam isso por você!”
— Quando ele pegar as contas para pagar, diga algo como:
“Obrigada por pagar nossas contas; há maridos que não fazem isso e quero que saiba que sou realmente muita grata!”
— Todas as vezes que ele fizer algo de bom, elogie-o.
— Não vejo como isso pode fazer com que ele pinte o quarto!
— A senhora pediu meu conselho, eu o dei. Faça como achar melhor!
Ela não estava muito satisfeita comigo quando foi embora. Três semanas mais tarde ela voltou a meu escritório e disse:
— Deu certo!
Ela aprendeu que as palavras elogiosas são realmente motivadoras.
Não sugiro que use de bajulação para conseguir o que deseja de seu cônjuge. O objetivo do amor não é obter o que se quer, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem se ama. É verdade, porém, que ao recebermos palavras elogiosas, de afirmação, tornamo-nos mais motivados a sermos recíprocos e a fazermos algo que nosso cônjuge deseje.

Fonte: Gary Chapman - As Cinco Linguagens do Amor