Cristo como sumo sacerdote... entrou no Santo dos Santos... tendo obtido eterna redenção. Hebreus 9.11-12
quarta-feira, 21 de junho de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
COMO GUARDAR PURO O CAMINHO? – Salmos 119.9
Todo terceiro domingo de maio nas
igrejas presbiterianas de nosso país comemora-se o Dia Nacional do Jovem
Presbiteriano. Assim, hoje temos uma grande oportunidade para homenagear em
Cristo essa força de integração na IPB que celebra seus 81 anos de existência. E
eu quero fazer isso expondo-lhes as Escrituras.
Nós vivemos uma época
extremamente globalizada. A informação é quase que instantânea.
Todos, sem exceção, possuem acesso às fontes de informações e sabem como
passá-la adiante.
Ø
A Televisão invadiu definitivamente as casas.
Ø
A Internet está cada vez mais acessível.
Ø
No Google se encontra de tudo.
Ø
E, quando se quer assistir a alguma coisa, se
busca imediatamente no YouTube.
Ø
O mundo invadiu as nossas casas e a igreja.
Ø
Ler a Bíblia, meditar na Palavra de Deus tem se
tornado uma coisa arcaica.
Ø
Tudo é muito rápido e o imediatismo impera.
Como ser puro e santo em um mundo
onde o sexo, a mentira, o adultério, o homossexualismo e tantas outras coisas
que repudiadas por Deus, são passadas de forma tão natural e aceitas inclusive
no meio do povo evangélico? Como ser puro num mundo impuro?
Meus irmãos, o Salmo 119 é o
maior capítulo da Bíblia com cento e setenta e seis versículos dedicados a
exaltar as Escrituras. Dentre essas pérolas preciosas, vamos destacar o
versículo 9 que pergunta assim: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o
seu caminho? A resposta vem com veemência e graça: Observando-o segundo a tua
palavra” (Salmo 119:9).
Vejam que para guardar puro o seu
caminho, o jovem precisa se interagir com a Palavra de Deus. Todavia, a
interação com a Palavra de Deus exige Novo Nascimento.
Assim, veremos em primeiro lugar
que para o jovem guardar puro o caminho, faz se necessário:
I – NASCER NOVAMENTE
Inicialmente, iremos considerar
as seguintes verdades: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.
- Disto, entendemos que Deus criou o homem com:
- Justiça, retidão, verdade, livre arbítrio...
- Cheio de amor, tanto nos pensamentos como em palavras e atitudes...
- Puro de toda mancha pecaminosa, alegre, feliz...
- Com paz no coração, harmonia, comunhão com Deus.
- Segurança, vida abundante e verdadeira.
Apesar de Deus ter criado assim, por
um ato voluntário de desobediência ao Criador, o homem declarou que não queria
que Deus o governasse. O homem não quis que sua felicidade estivesse em Deus, e
sim no mundo, e Deus consequentemente disse: “certamente morrerás”. E naquele
dia houve morte, a mais terrível de todas as mortes – a morte de espírito. É
certo que o corpo morre quando lhe sai o espírito, e o espírito morre quando se
separa de Deus.
Assim, a Bíblia declara que
espiritualmente o homem morreu por causas do seu pecado de desobediência. Pois
bem, o homem morreu espiritualmente, ficou marcado para morrer fisicamente e
morreu moralmente em virtude da desobediência.
Agora observe mais uma verdade:
Depois da morte espiritual, o que
aconteceu foi desastroso. O homem tentou se esconder do Senhor (Gn 3.8). O
homem revestiu-se de orgulho, obstinação, e desejos sensuais.
Os sentidos espirituais foram
anulados, perdeu o contato com Deus, ficou separado de Deus e começou a
alimentar uma tendência para o mal. Observe agora que em Adão, todos nós
morremos espiritualmente. Eis aí, portanto, a necessidade de nascer novamente
para poder guardar puro o caminho.
Agora que vimos estas três verdades,
precisamos saber o que venha a ser novo nascimento.
- O novo nascimento é produzido pelo Espírito Santo.
- O Espírito Santo é o agente do novo nascimento.
- O Espírito Santo implanta no indivíduo o princípio da nova vida, e assim, ele é gerado de novo.
- Essa ação do Espírito Santo é invisível, porém perceptível.
- É como o vento que você não sabe donde vem nem para aonde vai, mas percebe seus efeitos (Jo 3.8).
- O Espírito é livre e soberano nessa ação vivificadora.
- Ele é como o vento. Ele sopra aonde quer.
- O novo nascimento é uma obra exclusiva e soberana de Deus.
- Ninguém pode determinar em que pessoa o Espírito vai implantar vida. Ele age aonde quer.
Novo nascimento, portanto, é
mente mudada, valores mudados, coração transformado pelo Espírito Santo, é
arrependimento dos pecados, é crer em Jesus de todo o coração, é entrega total
a ele. Só assim o homem fica habilitado para guardar puro o seu caminho.
John Piper falando sobre o porquê
de precisarmos nascer de novo, elenca dez respostas substanciais que nos ajudam
a compreender melhor a condição humana. Ele diz:
1. Sem o Novo Nascimento, nós
estamos mortos em delitos e pecados (Ef 2.1-2).
2. Sem o Novo Nascimento, nós
somos, por natureza, filhos da ira (Ef 2.3).
3. Sem o Novo Nascimento, nós
amamos as trevas e odiamos a luz (Jo 3.19-20).
4. Sem o Novo Nascimento, nossos
corações são duros como pedra (Ez 36.26; Ef 4.18).
5. Sem o Novo Nascimento, nós
somos incapazes de nos submeter a Deus ou de agradá-Lo (Rm 8.7-8).
6. Sem o Novo Nascimento, nós
somos incapazes de aceitar o evangelho (Ef 4.18; I Co 2.14).
7. Sem o Novo Nascimento, nós
somos incapazes de vir a Cristo ou recebê-lo como Senhor (Jo 6.44, 65; I Co 12.3).
8. Sem o Novo Nascimento, nós
somos escravos do pecado (Rm 6.17).
9. Sem o Novo Nascimento, nós somos
escravos de Satanás (Ef 2.1-2; II Tm 2.24-26).
10. Sem o Novo Nascimento, nenhum
bem habita em nós (Rm 7.18).
Desta forma, fica evidente que o
jovem precisa nascer de novo para guardar puro o seu caminho.
Veremos
em segundo lugar que para o jovem guardar puro o caminho, faz se necessário:
II – CONHECER A PALAVRA DE DEUS
Escrevendo ao jovem pastor
Timóteo, Paulo assegura que:
"Toda Escritura é inspirada
por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a
educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente
habilitado para toda boa obra" (II Tm 3.16-17).
Observemos que as Sagradas
Escrituras não nos foram dadas a fim de satisfazer nossa curiosidade
intelectual e nem nossas especulações carnais, e sim, (mediante o ensino, a
reprovação e a correção), habilitar-nos para toda boa obra, obviamente, isso
inclui o guardar puro o caminho.
Por que
a Palavra nos capacita a guardar puro o caminho?
1. Primeiro porque ela convence de pecado.
Este é o seu primeiro préstimo: revelar
a nossa depravação, desmascarar a nossa vileza, ofensa, tornar conhecida a
nossa iniquidade.
Ø A
vida moral de um homem pode ser irrepreensível.
Ø Seu
trato com os seus semelhantes pode ser sem faltas.
Mas quando o Espírito Santo
aplica a Palavra ao seu coração e à sua consciência, abrindo os seus olhos
fechados pelo pecado para que perceba a sua relação e a sua atitude para com
Deus, então ele exclama: "Ai de mim! Estou perdido!" (Is 6.5).
É desse modo que toda a alma
verdadeiramente vivificada, regenerada é levada a perceber a necessidade que
tem de Cristo, e como consequência reconhece a obrigação de guardar puro o seu
caminho.
Não importa a que ponto está da
caminhada, a cada vez que o jovem cristão medita na Palavra de Deus, ele é levado
a sentir quão longe anda do padrão que a Escritura apresenta, a saber: "...
tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento" (I Pe
1.15).
Aqui, por conseguinte, temos o
primeiro teste a ser aplicado:
Quando lemos acerca das impurezas
e dos tristes fracassos, de diferentes personagens das Escrituras, isso deve
nos fazer perceber quão, infelizmente, parecidos com eles nós somos!
Quando lemos sobre a vida
perfeita de Cristo, sobre sua pureza, isso deve nos fazer reconhecer quão
terrivelmente diferente nós somos!
Vejamos
em segundo lugar que a Palavra nos capacita a guardar puro o caminho:
2. Porque ala nos faz entristecer por causa do pecado.
Acerca daqueles que foram
convencidos de pecado, diante da pregação de Pedro, está registrado que eles se
sentiram compungidos em seus corações, isto é, se entristeceram por haver
cometido pecado (At 2.37).
Quando a palavra é seriamente
estudada e pregada, ela exerce pressão sabre o caráter e a conduta das pessoas,
desvendando os tristes fracassos até mesmo dos melhores entre o povo de Deus.
E ainda que a multidão despreze o
mensageiro, os indivíduos realmente regenerados, nascidos de novo, sentir-se-ão
gratos pela mensagem que os leva a se lamentarem diante de Deus e a clamarem:
"Desventurado homem que
sou!" (Rm 7.24). “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu
caminho? E a resposta vem com vivacidade e graça: Observando-o segundo a tua
palavra” (Sl119.9).
Assim sucede quando o Espírito
Santo aplica a Palavra de Deus em nosso coração, somos levados a ver e a sentir
nossa corrupção íntima, para que sejamos verdadeiramente abençoados.
Olhem para estas palavras em Jr
31.19 – "Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui
instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio
da minha mocidade!"
Em outra tradução esta última
parte diz assim: “Estou deveras envergonhado e humilhado porque trago sobre a
minha pessoa a desgraça da minha inconsequência juvenil” (Bíblia King James
Atualizada).
Vejamos
em terceiro lugar que a Palavra nos capacita a guardar puro o caminho:
3. Porque ela nos conduz à confissão de pecado.
As Escrituras são proveitosas
para a "repreensão" (II Tm 3.16); e a alma honesta está pronta a
reconhecer as suas próprias faltas.
Mas acerca do indivíduo carnal é
declarado: "Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não se
chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras" (Jo 3.20).
"O que encobre as suas
transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará
misericórdia" (Pv 28.13).
Jovens – enquanto ocultarmos em
nosso seio as nossas culpas secretas, não haverá frutificação espiritual, nem
haverá percepção da necessidade de se viver puro.
Enquanto aceitarmos as seduções da
acessibilidade, do imediatismo das informações e permitirmos que nossas vidas
sejam entupidas com o sentimento de naturalismo da mentira, do namoro
promíscuo, do adultério, do homossexualismo, da corrupção e tantas outras
desgraças, jamais buscaremos respostas para o questionamento do salmista.
Somente quando confessamos nossas
falhas perante Deus é que desfrutamos de Sua misericórdia. Não há paz real para
a consciência e nem descanso para o coração, enquanto sepultarmos a carga do
pecado não confessado. O alívio só nos é outorgado se confessarmos o pecado a
Deus.
Notemos bem a experiência de
Davi: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelos
meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre
mim; e o meu vigor se tornou em sequidão de estio." (Sl 32.3,4).
Jovem – o conhecimento da Palavra
de Deus pode te conduzir à confissão de pecados e te fazer sábio para a
salvação pela fé em Cristo Jesus.
Davi foi agraciado com o
conhecimento que tinha da lei do Senhor.
Primeiro, foi esclarecido sobre a
realidade de seus pecados.
Segundo, fez confissão de suas
transgressões e finalmente recebeu o perdão.
"Confessei-te o meu pecado e
a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao SENHOR as minhas
transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado" (Sl 32.5).
A pessoa que estuda a Bíblia como
Palavra de Deus não acrescentará uma vírgula sequer em suas promessas e também
não subtrairá um acento gráfico dos mandamentos. Ele dirá:
- “O Deus que não pode mentir prometeu...”
- “O Deus que não pode mentir ordenou...”
E assim, não tentará fazer Deus
de mentiroso, fazendo com que sua palavra signifique menos ou mais do que de
fato está dizendo.
Aquele que estuda a Bíblia como a
Palavra de Deus estar sempre observando o verdadeiro significado das suas
promessas e apropriando-se delas e arriscando tudo por elas.
Aquele que estuda a Bíblia como a
Palavra de Deus:
Ø Se deixa ser advertido por cada ordem estabelecida nas Escrituras.
Ø Aceita e ama a constituição da igreja da qual é membro.
Ø É submisso às autoridades eclesiásticas.
Ø Não estranha uma disciplina, quando necessário.
Ø Não afasta da igreja por causa de uma disciplina.
Ø Não se rebela e funda outra igreja por ter sido disciplinado.
Jovem, para você ter proveito no
seu estudo da Bíblia, decida que de hoje em diante se apropriará de cada
promessa das Escrituras, e que obedecerá a cada ordem estabelecida.
Obediência pode parecer algo duro
e impossível; mas Deus a ordenou, e nada temos a fazer, senão obedecer e deixar
os resultados com ele. Feliz é o homem que aprendeu a estudar a Bíblia de tal
forma.
Conhecer a Bíblia é essencial
para uma vida rica e plena de significado. Nas palavras deste Livro encontramos
indicações de como poderá o jovem guardar puro o seu caminho.
Nas palavras da Bíblia Sagrada encontramos
conselhos sugestivos de como consertar as coisas erradas. Na Palavra de Deus
encontramos rumos para superarmos os problemas relativos à vida do jovem...
Nas Escrituras encontramos orientações
para lidar com a ditadura do imediatismo globalizado. Na Santa Palavra de Deus
enxergamos conselhos capazes de tornar as cores embaçadas de nossa vida,
brilhantes como pedras preciosas.
Aprenda a considerar seus questionamentos
à luz da Bíblia, porque, em suas páginas, você encontrará a resposta certa.
Rev. Gilvan de Oliveira Silva –
IPBEC, 21\05\2017.
terça-feira, 2 de maio de 2017
O Último Sermão – I Tm 4.15
O nosso último dia irá chegar. Se você soubesse exatamente quando seria
seu último dia como:
@ Avô... Pai... Filho... Marido... Amigo... Professor...
Membro da igreja visível; Diácono; Presbítero; Pastor. O que você ensinaria?
@ O que você ensinaria se soubesse que teria a
última oportunidade?
Em 24 de agosto de 1662, dois
mil pregadores puritanos foram expulsos de seus púlpitos, e receberam a
ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos
evangélicos como a Grande Ejeção evacuação,
pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa.
Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os
puritanos a cessarem suas pregações ou a se moldarem à adoração litúrgica
decretada por lei.
® Diante disso, muitos ministros preferiam o silêncio à transigência
“desobediência”.
® Optaram por parar de pregar a se submeteram às leis litúrgicas da
Inglaterra.
Com olhos
marejados de lágrimas, milhares de crentes humildes ouviram seu último sermão
no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato de Uniformidade se
tornaria lei. E, naquele último
domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus
melhores sermões.
O estudo que passo
a compartilhar com a igreja, de modo um tanto abreviado, foi proferido
por Thomas Watson a seu pequeno rebanho. Assim, dizia ele –
Antes que eu vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas
almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a
cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:
1) Antes de tudo, observa
tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente.
O Salmo 4.3 diz assim: “Sabei,
porém, que o SENHOR distingue para si o piedoso; o SENHOR me ouve quando eu
clamo por ele”.
O homem piedoso é homem
“separado” não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele
mesmo se separa por devoção. Ele inicia o dia com Deus, e pela manhã O visita antes de
fazer qualquer outra coisa. Ele adentra ao céu diariamente, em oração. O homem piedoso lê as
Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as nossas manchas
e um lavatório onde podemos branquear essas máculas.
2) Colecione bons
livros em casa.
Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da
vida, com a qual poderás refrigerar-te.
Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses
livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e
afetam o coração.
3) Tem cuidado com as
más companhias.
Evita qualquer familiaridade desnecessária com os
pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outra
pessoa; mas pode apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o
cuidado de que eles não nos façam piores. No Salmo (106.34-41), está escrito assim acerca do povo de
Israel:
34
Não exterminaram os povos, como o SENHOR lhes ordenara.
35 Antes, se mesclaram com as
nações e lhes aprenderam as obras;
36
deram culto a seus ídolos, os quais se lhes converteram em laço;
37 pois imolaram seus filhos e
suas filhas aos demônios
38
e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas, que
sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi contaminada com sangue.
39 Assim se contaminaram com as
suas obras e se prostituíram nos seus feitos.
40
Acendeu-se, por isso, a ira do SENHOR contra o seu povo, e ele abominou
a sua própria herança
41 e os entregou ao poder das
nações; sobre eles dominaram os que os odiavam.
As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as
quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas
almas têm sido arruinadas pelas más companhias!
4) Cuidado com o que
ouves.
Existem certas pessoas que,
com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de
oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos dizendo: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam
disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para
verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é necessário um ouvido discernidor e uma
língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e
ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e a migalha colocada à sua frente pelo diabo.
5) Segue a sinceridade.
®
Seja o que você
parece ser.
® Não seja como os remadores, que olham
para um lado e remam para outro.
®
Não olhe para o céu,
com sua profissão de fé; para então, remar em direção ao inferno, com tuas
práticas.
®
Não finja ter o amor
de Deus, ao mesmo tempo em que ama o pecado.
®
A piedade fingida é
uma dupla iniquidade.
®
Que seu coração seja
reto perante Deus.
Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele
é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua joia. No Salmo 51.6, aprendemos que o Senhor quer de cada um de
nós um coração sincero.
6) Nunca esqueças da
prática do auto-exame.
Estabeleça um tribunal em tua própria alma. Tenha receio
tanto de uma santidade mascarada quanto de ir para um céu pintado por ti mesmo. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás
julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos
outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. No Salmo 77.6 está escrito: “De noite indago o meu íntimo...”
Veja que o salmista não perde tempo, ele gasta suas noites em pensamentos
profundos, meditando e fazendo perguntas.
7) Mantém vigilância
quanto à tua vida espiritual.
O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a
vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado.
Por isso, o crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma “pessoa suspeita”. Fica
de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu
próprio peito. Todos os dias nós devemos montar guarda e vigiar. Se dormirmos
tranquilamente, se vacilarmos, aí está a oportunidade para as tentações
diabólicas.
8) O povo de Deus deve
reunir-se com frequência.
As
ovelhas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao
outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. O apóstolo Paulo diz assim em Rm 15.1 – “Ora, nós que
somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós
mesmos”.
Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno,
derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada
do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as
plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os
santos são como árvores de santidade. Desenvolve melhor a piedade quando
crescem juntos.
9) Que o teu coração
seja elevado acima do mundo.
“Pensai nas coisas lá do alto” (Cl 3.2). Podemos ver o
reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu
coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste
mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros
experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.
10) Consola-te com as
promessas de Deus.
®
As promessas são grandes suportes para a fé.
®
As promessas de Deus são quais balsas flutuantes
que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.
®
As promessas são doces cachos de uvas produzidos
por Cristo, a videira verdadeira.
11) Não seja
ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento.
Estou certo de que o mesmo Deus que disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20.8), também disse: “Seis dias trabalharás e farás
toda a tua obra” (Êx 20.9). Deus jamais apoiou qualquer ociosidade.
Paulo observou: “Porque,
quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também
não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que
andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A
elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando
tranquilamente, comam o seu próprio pão” (II Ts 3.10-12).
12) Junte a primeira tábua da Lei à segunda, isto é,
piedade para com Deus e honestidade para com o próximo.
O apóstolo Paulo reúne essas duas ideias, em um só
versículo: “Vivamos, no presente século... justa e
piedosamente” (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz
respeito à santidade.
®
Alguns
simulam ter fé, mas não têm obras – Tg 2.14,26
®
Outros
têm obras, mas não têm fé.
®
Alguns
se consideram zelosos para com Deus, mas não são justos em seus tratos.
®
Outros
são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.
13) Em teu andar perante
os outros, junte a simplicidade à prudência.
“Sede, portanto, prudentes
como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10.16).
®
Devemos incluir a simplicidade em nossa
sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia...
® E precisamos incluir sabedoria em nossa simplicidade,
pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza.
F Convém
que sejamos tão inofensivos como as
pombas, para que não causemos danos aos outros...
F E
que tenhamos a prudência das
serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós, nem nos manipulem.
14) Tenha mais
medo do pecado que dos sofrimentos.
@ Sob
o sofrimento, a alma pode manter-se tranquila.
@
Porém, quando um
homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz.
Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento,
assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos
ao seu escudo e capacete.
15) Fuja da idolatria.
“Filhinhos, guardai-vos dos
ídolos” (I Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que
provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.
16) Não despreze a piedade por estar sendo ela
perseguida.
Homens ímpios, quando instigados por Satanás, reprovam,
maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o
tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam,
mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.
17) Não dê valor ao pecado por estar atualmente na moda.
► Não julgue o pecado como coisa
apreciável, só porque a maioria segue tal caminho.
► Será
que consideramos a ofensividade de uma praga, só porque ela se torna tão
generalizada e atinge a tantos?
► “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas;
antes, porém, reprovai-as” (Ef 5.11).
18) No que diz
respeito à vida cristã, sirva a Deus com todas as tuas forças.
Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso
alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura
está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de
Deus deveria ser intenso. “Sede fervorosos de espírito,
servindo ao Senhor” (Rm 12.11).
19) Enquanto você tiver
vida, faça aos outros todo o bem que puder.
§ Labuta
para ser útil às almas de teus semelhantes e para suprir as necessidades
alheias.
§ Jesus
Cristo foi uma bênção pública no mundo.
§ Ele
saiu a fazer o bem.
Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas
vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase
não merece uma lágrima.
20) Medite todos
os dias sobre a eternidade.
Talvez em questão de poucos dias ou de poucas horas, haveremos
de embarcar através do oceano da eternidade.
® A eternidade é uma condição
de desgraça eterna ou de felicidade eterna.
®
Separe um tempo a cada dia, para refletir a
respeito da eternidade.
Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma
deveriam servir de meio capaz de promover a santidade.
Conclusão
Não devemos estimar os confortos deste mundo. Os prazeres
oferecidos pelo mundo são muito agradáveis, porém passageiros, logo se
dissipam. A ideia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos
de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. Estando em Cristo aqui neste mundo, a aflição pode ser
prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser
comparados com nosso eterno peso de glória.
Considerai
o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.
Autor: Thomas Watson
Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 22/11/09.
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