segunda-feira, 18 de junho de 2012

FESTAS JUNINAS – O PROCEDIMENTO CRISTÃOS


Cl 2.6-8

Irmãos, o texto que lemos mostra a preocupação do Apostolo Paulo com a igreja de Colossos. Havia naquela Igreja muitos falsos mestres espalhando uma heresia perniciosa – eles diziam que Cristo era bom até certo ponto, se, todavia os irmãos quisessem experimentar a plenitude verdadeira, seria necessário acrescentar algo mais.

Como se não bastasse, a Igreja de Colossos estava inserida num contexto pagão. Naquela cidade havia uma nojenta adoração à deusa Cibele, um sincretismo filosófico e uma ênfase nos rituais do VT, que influenciou a igreja de Colossos.

Por isso Paulo alerta aqueles irmãos dizendo:
v.6 “Ora, como recebeste a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,
v.7 nele radicados e edificados e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.
v.8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar = enrolar, embaraçar com sua filosofia e vãs subtilezas, conforme os rudimentos = elementos do mundo e não segundo a Cristo”.

É claro, os irmãos não são membros da Igreja de Colossos, todavia as palavras do apostolo Paulo são relevantes para nós hoje, pois estamos vivendo um mês de festas pagãs e precisamos fazer valer estas orientações bíblicas para nossas vidas.     
   
As festas juninas estão presentes no calendário brasileiro, como festividades religiosas ou folclóricas, celebradas a cada ano no mês de junho.

Cada região realiza essas comemorações a seu estilo, como tradições típicas do evento e, em celebração a Antônio, João e Pedro são feitas as diversas manifestações folclóricas.

Nestas festas são expressos os variados conceitos em relação a tais homenageados, celebrando costumes de crença pessoal ou apenas herdados de outros, bem como oriundos da suposição popular.

Outros realizam eventos pelo gosto da euforia da festa em si, sem se importarem com o significado tradicional das festas.

Alguns apenas aproveitam o ensejo da festa para realizar seus objetivos particulares ou coletivos, como promoções de eventos sociais, festivos ou filantrópicos, mas desconsideram completamente a essência das comemorações juninas.

Dessas misturas de razões conceitos ou tradições, surge o costume de se fazer as festas mas sem a compreensão da natureza das mesmas, e chega-se ao ponto de fazer algo só por fazer, sem saber o que realmente significa.

Muitos estão assim – repetindo ou simplesmente fazendo ou participando dessas festas por mero gosto e costume tradicional, porém desconhecendo a essência real dessas comemorações.
           
Dentre o povo de Deus alguns têm dúvidas sobre esse assunto, ficando indecisos quanto ao posicionamento cristão sobre o mesmo.

Portanto, meu objetivo ao abordar esse assunto é oferecer uma resposta cristã que possa pautar a conduta dos servos de Deus, frente a essas festas tão comuns no meio em que vivemos.

Definição popular – “Festas juninas”, dentro da tradição atual ou costume popular moderno, são os festejos realizados no mês de junho, como celebração aos considerados santos, Antônio, dia 13, São João, dia 24 e São Pedro, dia 29.

Essas festividades hoje são partes viva do folclore, ou seja, da crença nacional, e são realizadas com grande empenho e euforia, segundo as crendices e costumes próprios desses eventos.

Histórico das festas juninas As Festas Juninas possuem uma longa historia, procedem de varias culturas e seus folclores, isto é, crença de um povo.

Por desconhecerem essa diversidade de origens e comemorações é que muitos fazem esses festejos como simples tradições populares ou expressões culturais apenas.

Conhecendo o histórico dessas tradições se compreende a razão ou motivação das mesmas, e assim é possível se posicionar acerca desse assunto.

Portanto, em primeiro lugar, quero conscientizar os irmãos que festa junina é:

I – Festa da fertilidade no mundo antigo.

Desde épocas antigas se tem festejado divindades consideradas guardiãs, protetoras ou mantenedoras da vida ou responsáveis pela natureza.

Na antiguidade muitas eram essas divindades com seus cultos e algumas predominaram como mais influentes.

Uma grande celebração antiga era a Festa da Fertilidade, a qual se comemorava as colheitas e produções dos rebanhos.

No Império Romano se realizava a Festa da Fertilidade, chamada “junônia”, em homenagem à deusa Juno.

Essa deusa era a mesma “Hera” dos gregos, que conforme crendice antiga se uniu incestuosamente com Júpiter, seu irmão, sem que seus pais o soubessem.

Tal divindade veio a ser símbolo da união conjugal, da fertilidade e da maternidade, bem como guardiã da mulher, do nascimento e da própria morte.

Juno era uma deusa tão famosa e cultuada que os romanos lhe dedicaram um mês do ano – Junho.

E como eram festas de celebração da fertilidade, nestas comemorações “junônias” ou “juninas” havia oferendas da vida agrícola e pastoril, alem de folguedos = folias, brincadeiras, divertimentos, danças e várias comidas, bem como expressões folclóricas alusivas à vida no campo. Essas são as origens primarias das Festas Juninas – celebrações à deusa Juno.

E hoje se há um mês chamado Junho e nele essas festas, é porque originalmente Juno era tão cultuada como deusa da Fertilidade que lhe homenagearam com o nome de um mês e a ela celebravam grande festa própria, tributando-lhe honras como deusa responsável pela fertilidade geral.

Resumindo, Festas Juninas, antes de serem simplesmente festas do mês de Junho, eram festas à deusa Juno, celebradas desde o passado remoto, e adaptadas a vários povos e culturas.

Em segundo lugar, quero chamar a atenção dos irmãos para as:

II – Homenagens a personalidades ilustres.

Uma realidade dentro do paganismo é a mistura que se faz dos conceitos religiosos, modificando, substituindo ou apenas adaptando crendices e cultos.

 As comemorações juninas passaram por um processo de adaptação geral, mas preservando-se a essência e formas das comemorações antigas. Mudaram-se nomes e certos conceitos, porém foram preservados o cerne e aspectos fundamentais da crença e cultos antigos.

 Com isso, hoje praticamente ninguém cultua ou faz festas para Juno, pois atualmente festas juninas são em homenagem a St° Antonio, São João, e São Pedro.

Mas se for feita uma avaliação profunda se descobre que predomina mais um folclore pagão do que culto ou louvor a esses personagens.

É conhecido historicamente que a Igreja adaptou a homenagem à deusa Juno para expressões religiosas dedicadas a Antônio, João e Pedro, personagens de alta estima e veneração no Catolicismo Romano.

Vejamos como isso aconteceu:
           
Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal em 15 de agosto de 1195. Era filho de Martim Bulhão e Tereza Taveira, sendo descendente do quarto rei Friola I da monarquia neo-gótica das Astúrias, na Espanha. Recebeu o nome de Fernando de Bulhão e Taveira de Azevedo, mas optou pelo nome de “Antônio”, o nome mais comum na sua terra, pois preferiu ser humilde e simples. Desde seus quinze anos se tornou missionário pela ordem dos Franciscanos. Servindo em varias localidades, mas foi em Pádua, na Itália, onde foi reconhecido como grande pregador. Faleceu em 13 de Junho de 1231, com trinta e seis anos, sendo declarado “santo” apenas onze meses depois, em 30 de maio de 1232, pelo Papa Gregório IX em Espoleto. É o santo mais elogiado e reconhecido no Catolicismo Romano, considerado solucionador de causas difíceis ou perdidas, e comemorado quase mundialmente como “santo casamenteiro”. Assim, na data da sua morte, 13 de Junho, é homenageado com a primeira das festas juninas, com crendices e celebrações pagãs copiadas do culto á deusa Juno no passado, principalmente no que se refere às questões amorosas ou conjugais.
           
São João é comemorado no dia 24, sendo a maior das Festas juninas. Conforme Mt.14, esse João é o Batista, filho de Zacarias e Izabel, precursor de Jesus, o que pregou e realizou o batismo de arrependimento e encaminhou o mundo para crer no Salvador. No dia 24 de Junho é celebrado no Catolicismo Romano como o dia natalício de João Batista, e isso desde data muito antiga, pois já no século V essa data já era festejada na Igreja Africana. Também essa comemoração esta mais ligada às crendices e culto à deusa Juno do que ao grande profeta João Batista. Ás grandes manifestações alusivas à vida campestre e superstições pagãs são realizadas como homenagens a ele nesta data.

Encerando as festividades juninas está a Festa a São Pedro, no dia 29. Com essa última comemoração homenageia-se Pedro, o apostolo de Jesus. Nesta data celebra-se também homenagem ao apostolo Paulo, mas é Pedro o personagem de destaque na festa. Dia 29 de Junho é considerado no Catolicismo Romano como dia do martírio de Pedro, e essa comemoração é desde o quarto século, pois desde cedo a Igreja Romana já o celebrava liturgicamente. Essa homenagem a Pedro também é nos moldes do culto à deusa Juno, pois esse apóstolo tem sido considerado guardião da vida e da morte, possuidor da chave da porta do céu, além de doador das chuvas para a fertilidade da terra...
           
Observando essa pequena abordagem histórica, se conclui que as Festas juninas têm origens e comemorações vinculadas essencialmente à deusa Juno, e que o que se refere aos três personagens da historia da Igreja não passa de uma grosseira adaptação de crendices oriundas do paganismo.

Por fim, consideraremos:

III – As Festas no contexto brasileiro.

No nosso país celebram-se as Festas juninas desde a chegada dos portugueses.

Aqui elas foram requintadas com várias outras influências, como:
  • As quadrilhas de caráter européias;
  • Os quentões;
  • As pipocas e outros produtos derivados do milho;
  • As fogueiras;
  • Os mastros;
  • Os foguetes;
  • E crenças supersticiosas do paganismo.

Faze-se tamanha euforia em certas festas juninas tradicionais ao ponto da região praticamente parar em função da festa celebrada com bailes, danças ou “forrós”, ou como tradicionalmente chamam de “São João”, “arrasta pé”, ou arraiá...

Em tudo isso fica evidente que nada se relaciona especificamente com Antônio, João e Pedro, e sim são festas para a deusa Juno.

As roupas, os costumes, as comidas e os festejos alusivos à vida no campo, traços característicos dessas festas em nosso país, em nada combinam com esses três personagens da historia da igreja, e sim com a deusa Juno e seu antigo culto onde era celebrada como mãe da natureza.

Assim, no nosso contexto brasileiro, as Festas Juninas são misturas de religiosidade pagã antiga e homenagens a personagens da historia da Igreja, cultuados nos moldes das crenças referentes à deusa Juno, tudo isso mesclado de crendices populares que são superstições grosseiras em nada condizentes com a realidade de Antônio, João e Pedro.

Ou em outras palavras, tudo isso é uma crença que tem suas origens ou razões no paganismo antigo e que hoje é expressa através desses festejos considerados como simples tradição popular.

v.6 “Ora, como recebeste a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,
v.7 nele radicados e edificados e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.
v.8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar = enrolar, embaraçar com sua filosofia e vãs subtilezas, conforme os rudimentos = elementos do mundo e não segundo a Cristo”.


Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 05/06/05.

O POSICIONAMENTO CRISTÃO DIANTE DAS FESTAS JUNINAS.


Ezequiel  8: 14-15

Uma das abominações entre o povo de Deus descritas nas visões do profeta Ezequiel, era “mulheres assentadas chorando a Tamuz”, cf. Ez 8.14.
Esse deus siro-fenício era celebrado como senhor da natureza, dos rebanhos e pastagens.
Segundo crendices a seu respeito, ele morria no verão e ressuscitava depois, e com ele nasciam as vegetações.
 Por essa razão na estação seca seus adoradores choravam sua morte, até que posteriormente se alegrassem com folguedos = Folia, brincadeiras e danças na sua ressurreição, quando a natureza se refizesse na primavera.
Era uma divindade tão celebrada que em aproximadamente sete séculos antes de Cristo, os seus adoradores lhe dedicaram um mês no calendário anual – mês de Tamuz.
Tamuz - é o décimo mês do calendário judaico. E por uma não mera coincidência, esse mês antigo corresponde ao período de Junho-Julho do nosso calendário moderno!
Assim já em épocas remotas, Tamuz era cultuado na mudança das estações, tal como séculos mais tarde, nesta mesma época e com os mesmos conceitos essenciais, os gregos celebrariam a deusa Juno.

Para nós cristãos, as Festas juninas não são simples folclore. Conhecemos sua essência e comemorações, e temos um posicionamento contrário as celebrações, das mesmas, pois temos razões para essa nossa convicção cristã.

A primeira razão do nosso posicionamento contrário às celebrações das festas juninas se baseia no fato de que:
           
I – FESTAS JUNINAS É RELIGIOSIDADE PAGÃ.

Avaliando as origens das festas juninas se convence que elas são essencialmente pagãs, são na verdade como cultos á deusa Hera dos Gregos e à deusa Juno dos romanos, tendo ainda uma ligação muito forte com o deus Tamuz, mencionados pelo profeta Ezequiel, como abominação ao Senhor.

A deusa Juno era considerada como:
§  A responsável pela vida e pela morte;
§  Doadora da fertilidade da terra e dos animais, como se a vida animal e vegetal estivessem sob sua regência;
§  Era ainda considerada como providente das uniões conjugais e geradora de descendências futuras.

Sendo assim a deusa Juno era cultuada com as diversas crendices e manifestações festivas com aspectos gerais da vida no campo, seja na busca de favores ou expressões de agradecimentos por parte dos seus adoradores.

E hoje, fazer Festas juninas, ainda que não especificamente para Juno, mas supostamente para Antônio, João e Pedro, também é manifestação pagã tal como para a deusa Juno, pois Festas juninas não são devoções a esses “santos”, mas essencialmente uma crença pagã, com festividades típicas das celebrações antigas à Juno.

Ora, tudo isso é uma blasfêmia contra Deus, pois Ele e não Tamuz, Juno, Antônio, João ou Pedro, é o único doador da vida e o soberano absoluto.
Assim diz a Palavra de Deus:

“Nos céus estabeleceu o Senhor o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo.” Salmo 103.19.

“... pois Ele mesmo é quem a todos dá a vida, respiração e tudo mais... pois n’Ele vivemos, e nos movemos, e existimos...”Atos 17.25,28.

“Contudo não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e alegria.” Atos 14.17.

Ele é quem “faz chover sobre a terra”. Jó 5.10.

É Deus “... que cobre de nuvens os céus, prepara a chuva para a terra, faz brotar nos montes a erva e dá alimento aos animais...” Salmo 147.8,9.

Essas maravilhas são obras do Senhor Deus. Vejam o que diz o profeta Jeremias no cap.10 v. 5: “Os ídolos são como espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer o mal, e não está neles o fazer o bem”. 

Todavia, o profeta Jeremias não para por aí. Vejam ainda cap. 14 v. 22:
 “Acaso haverá entre os ídolos dos gentios algum que faça chover?... Não és tu somente, ò Senhor nosso Deus, o que fazes isto? Portanto em ti esperamos, pois tu fazes essas cousas.”

Nós cristãos cremos e servimos esse único Deus, soberano e providente, e não o deus Tamuz, a deusa Juno, Santo Antônio, São João ou São Pedro.

Conhecemos e adoramos ao Senhor que diz: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois não a darei a outrem...” Isaias 42.8.

Quanto às superstições grotescas das celebrações juninas, de atribuir à deusa Juno ou a Santo Antônio a realização conjugal, isso consideramos absurdo.

Só o Senhor Deus é quem pode nos abençoar na vida conjugal:
  • “O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor”. Pv 18.22.
  • “A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do Senhor, a esposa prudente”. Pv 19.14.

Também é do Senhor que procede a nossa descendência:
  • “Herança do Senhor são os filhos...” Salmo 127.3
  • Veja mais: Gn 33.5; I Sm 1.27.28.

É Deus quem nos dar os animais:
  • “Assim, abençoou o Senhor o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas”. Jó 42.12.
  • “O Senhor tem abençoado muito ao meu senhor, e ele se tornou grande; deu-lhe ovelhas e bois, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos”. Gn 24.35. 

Também é Ele quem concede a vida e a produtividade agrícola:
  • “Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água...”
  • “Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoa a produção.”
  • “Coroas o ano da tua bondade; as tuas pegadas destilam fartura...” Sl 65.9-13.

Portanto, como cristãos que somos não celebramos as Festas juninas, pois elas são expressões de paganismo.

Considerando suas origens e comemorações antigas, vimos que são muito mais que um simples costume popular ou manifestação cultural. São essencialmente festejos de homenagens a divindades supostamente responsáveis pela fertilidade da terra, dos animais e abençoadoras de uniões conjugais, etc.

Consequentemente, fazer Festa junina é ignorar sua essência pagã e querer substituir o Deus soberano por ídolos das crendices populares.

A segunda razão pela qual nós cristãos não celebramos as Festas juninas se baseia no fato de que:

II – OS SANTOS DAS FESTAS JUNINAS NÃO DEVEM SER CULTUADOS.

Nós cristãos, não reconhecemos e nem cultuamos os santos das Festas juninas nem outros de qualquer natureza. Reconhecemos e cultuamos tão somente a Trindade Santa, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Para muitos, fazer Festas juninas como manifestação pagã à deusa Juno seria algo grave e inaceitável.

Por outro lado, os que desconhecem as festas antigas para aquela deusa, pesam que as Festas juninas são para Antônio, João e Pedro, santos da devoção popular, e isso lhes parece até recomendável.

No entanto, as duas manifestações estão erradas. Assim diz o primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”. Ex 20.3.

Portanto, qualquer manifestação de celebração ao deus Tamuz, à deusa Juno, a Antônio, a João ou a Pedro não tem aval das Escrituras.

Considerando Antônio, João e Pedro, saberemos que foram expoentes importantes e notórios na história, mas nem por isso devem ser cultuados.

Estudando suas biografias os conhecemos como realmente foram e descobrimos que o que se pensa sobre eles ou lhes atribuem nem sempre corresponde com a realidade.


* O mais festejados de todos é o João Batista, dia 24.

Conhecendo sua vida pelas paginas das Escrituras o encontramos como servo humilde e simples, que jamais angariou para si festejos ou condecorações, sendo aquele que regozijava ao ver o Senhor Jesus ser honrado.

Sua vida ministerial a serviço de Jesus pode ser resumida por suas próprias palavras: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”. Jo 3-30.

Dessa forma viveu João Batista, promovendo a glória de Jesus e nada para sua exaltação pessoal.

Portanto, homenageá-lo hoje com uma festa, inclusive com ingredientes do paganismo antigo do culto ao deus Tamuz e a deusa Juno é, no mínimo, uma grande ofensa, pois é algo que se lhe fizesse no seu tempo, lhe traria muito desgosto.

Então, uma festa junina para João Batista não lhe é uma honra ou homenagem, e sim desrespeito e desacato!.
* Outro bastante recorrido e homenageado com festa junina é Antônio, dia 13.
Ele também não deve ser cultuado ou festejado, pois basta um pequeno conhecimento acerca de sua vida para se convencer de que ele foi humano como os demais, não buscou condecorações pessoais, foi humilde e simples.
Muito do que se fala a seu respeito são lendas ou comentários exagerados sobre sua vida ou ministério.
Portanto, as honrarias e as grosseiras simpatias ou crendices vinculadas a Antônio, são desrespeito e ate abuso pela sua pessoa e obra.
Vale lembrar que, mesmo que tenha (em vida, obviamente!), interferido em alguma situação para resolver questões amorosas.
Isso não autoriza ninguém a torná-lo responsável ou especialista nesses assuntos.
Tal crendice é expressão pagã a Juno, e que quiseram e até conseguiram transferir para Antônio...
* Por fim consideremos Pedro, o homenageado com a última festa, dia 29.
Tal festa também não lhe é conveniente, pois apesar de ter sido um servo de Jesus, um dos mais íntimos dos seus apóstolos, não deve ser cultuado ou homenageado com exaltação, pois ele não gostava nem aceitava isso.
Quando Cornélio prostrou-se a seus pés para adorá-lo ele o interrompeu dizendo: “Ergue-te que eu também sou homem”. Atos 10-26.
Com isso descobrimos que uma festa junina para Pedro é algo contra a sua aprovação, não lhe homenageia, nem lhe honra antes contraria sua vontade na Bíblia.
E pior ainda, fazer-lhe uma festa, com requintes pagãos, tal como para Juno no passado, agrava mais a ofensa, pois fazê-lo senhor do céu e doador das chuvas ou águas, é reduzi-lo a Juno, considerada no paganismo antigo como à senhora dessas coisas...
Sendo assim, a nossa conduta cristã de não celebração das festas juninas, é uma questão de coerência.
Não reconhecemos nem servimos à deusa Juno e nem adoramos ou homenageamos Antônio, João e Pedro, apesar de os respeitarmos como personagens da historia da Igreja.
Ficamos tristes ao vermos como costumes pagãos têm perdurado na história ao ponto de se transpor conceitos de uma comemoração para outra, transferindo o culto de uma divindade pagã, para personagens eclesiásticos que nada tem em comum com tais comemorações.
Repetimos que, como cristãos que somos só adoramos e servimos a Deus, como nos ordenou Jesus:
 “... ao senhor teu deus adorarás, e só a ele darás culto”. Mt 4.10.

A terceira razão do nosso posicionamento contrário às celebrações das festas juninas se baseia no fato de que:
III – O CRISTÃO SERVE A JESUS E NÃO PRATICA O PAGANISMO.
Essa é a grande e sublime razão pela qual não nos envolvemos com as comemorações juninas.
Com discernimento e maturidade, conhecemos, amamos e servimos só ao Senhor Deus, e descartamos toda e qualquer outra expressão de culto.
Para quem têm dúvidas que Festas juninas é uma transferência do culto de uma divindade pagã, para personagens eclesiásticos considere o que tem de relação entre:
§  João Batista e pipoca, fogueira, mastros adornados com frutas e flores, roupa e comemoração típica à vida campestre?...
§  Antônio e a missão de controlar as questões matrimoniais;
§  Pedro e o comando sobre as chuvas?...
§  Tudo isso são expressões pagãs e antigas para a deusa Juno, adaptadas ou transferidas para esses personagens!.
Se buscarmos mais longe na história veremos que tais conceitos e práticas pagãs são bem anteriores aos gregos ou romanos que celebravam a deusa Juno.
Desde épocas remotas já se faziam postes-ídolos para celebrar divindades pagãs protetoras ou responsáveis por localidades ou ciclos da natureza.
Isso era algo bem comum entre os pagãos, mas Deus ordenou a seu povo em Deuteronômio 16.21 que jamais fizessem isso.
Essas divindades consideradas e cultuadas como responsáveis pela natureza, eram conhecidas com nomes diferentes, dependendo da localidade ou povo que lhes prestasse adoração, mas em essência possuem o mesmo conceito.
Vimos que em épocas remotas, Tamuz era cultuado na mudança das estações, que corresponde ao período de Junho-Julho do nosso calendário moderno!
Vimos que séculos mais tarde, nesta mesma época e com os mesmos conceitos essenciais, os gregos celebravam a deusa Juno.
Portanto, nos dias atuais, fazer as festas juninas, exatamente na mesma época, com tantas comemorações alusivas à vida campestre, frutos da natureza, danças e comidas típicas, crendices relacionadas com a união conjugal ou fertilidade geral, são superstições grotescas e pagãs. 
Tais celebrações em nada diferem das comemorações pagãs antigas, que se originaram em tempos tão remotos, e que foram adaptadas no decorrer da história com nomes e formas diferentes para cada povo e época, porém preservando a mesma essência primordial.
Nós cristãos amamos e servimos só a Jesus, e não nos envolvemos com nenhuma forma de paganismo, mesmo essas disfarçadas de folclores tradicionais.
Cremos em Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo e temos as Sagradas Escrituras como regra de fé e prática, onde procuramos pautar nossa conduta prática.
É essa Palavra divina que nos apresenta a verdade e nos ordena a fugir de toda e qualquer idolatria, I Co.10.14; I Jo.5.21.
Finalizamos reafirmando que não celebramos festas juninas porque essas festas, apesar das aparências religiosas ou folclóricas, são essencialmente pagãs.

Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 12/06/05.