sexta-feira, 9 de novembro de 2012

João Calvino e a Oração


As Quatro Regras de Oração de João Calvino

por Joel Beeke
Para Calvino, a oração não podia ser realizada sem disciplina. Ele escreveu: “Se não fixarmos certas horas do dia para a oração, ela escapará facilmente de nossa memória”. Ele prescreveu várias regras para orientar os crentes a oferecerem oração fervorosa e eficaz.

1. A primeira é um senso sincero de reverência.

 Na oração, precisamos estar “dispostos de coração e mente, como convém àqueles que entram em conversa com Deus”. Nossas orações devem brotar do “fundo de nosso coração”. Calvino recomendava uma mente e um coração disciplinados, afirmando: “As únicas pessoas que se preparam devida e apropriadamente para orar são aquelas que são movidas de tal maneira pela majestade que, livres dos cuidados e afeições terrenos, se aproximam da oração”.

2. A segunda regra é um senso sincero de necessidade e arrependimento.

Temos de “orar com um senso sincero de carência e arrependimento”, mantendo “a disposição de um pedinte”. Calvino não estava dizendo que os crentes devem orar em favor de cada capricho que surge em seu coração, e sim que devem orar penitentemente, de acordo com a vontade de Deus, tendo em foco sua glória e anelando resposta, “com afeição sincera, e, ao mesmo tempo, desejando obtê-la de Deus”.

3. A terceira regra é um senso sincero de humildade e confiança em Deus.

A verdadeira oração exige que “abandonemos toda confiança em nós mesmos e supliquemos humildemente o perdão”, confiando somente na misericórdia de Deus para recebermos bênçãos espirituais e temporais, lembrando sempre que a menor gota de fé é mais poderosa do que a incredulidade. Qualquer outra maneira de nos aproximarmos de Deus promoverá o orgulho, que será letal. “Se reivindicarmos algo para nós mesmos, por mínimo que seja”, estaremos em perigo de destruir a nós
mesmos na presença de Deus.

4. A regra final é ter um senso sincero de esperança confiante.

A confiança de que nossas orações serão respondidas não surge de nós mesmos, mas do Espírito Santo agindo em nós. Na vida dos crentes, a fé e a esperança vencem o temor, para que sejamos capazes de pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1.6). Isso significa que a verdadeira oração é confiante na resposta, por causa de Cristo e do pacto, “pois o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sela o pacto que Deus estabeleceu conosco”. Assim, os crentes se aproximam de Deus com ousadia e entusiasmo porque essa “confiança é necessária à verdadeira invocação… que se torna a chave que nos abre a porta do reino dos céus”.

Opressivas? Inatingíveis?

Essas regras talvez pareçam opressivas — até inatingíveis — em face de um Deus santo e onisciente. Calvino reconheceu que nossas orações estão repletas de fraqueza e imperfeição. Ele escreveu: “Ninguém jamais cumpriu esse dever com a retidão que lhe era devida”. Mas Deus tolera “até o nosso gaguejo e perdoa a nossa ignorância”, permitindo que ganhemos familiaridade com Ele, em oração, embora esta seja pronunciada de “forma balbuciante”. Em resumo, nunca nos sentiremos como pedintes dignos. Nossa inconsistente vida de oração é frequentemente atacada por dúvidas, mas essas lutas mostram nossa necessidade contínua da oração como uma “elevação do espírito” e nos impele sempre a Jesus Cristo, que “transformará o trono da glória terrível em trono da graça”. Calvino concluiu que “Cristo é o único caminho e o único acesso pelo qual temos permissão de ir a Deus”.
Este trecho é uma adaptação da contribuição de Joel Beeke no livro João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus

João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus (Editado por Burk Parsons)

Conheça o Homem que está por trás do mito
O nome de João Calvino suscita imagens poderosas, a maioria delas, negativas. Muitos o vêem como um teólogo distante dos problemas cotidianos, severo e ilógico, a força motriz de um sistema teológico perigoso. Neste livro, Burk Parsons e mais 18 autores e eruditos reformados revelam com autoridade a verdade a respeito de Calvino e suas doutrinas – ele era humilde, atencioso, piedoso, cheio das escrituras e, acima de tudo, possuía um grande desejo por exaltar a glória de Deus. João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus oferece um retrato altamente compreensível de um homem cujo exemplo e ensino permanecem e vitalmente importantes no século XXI.
http://www.blogfiel.com.br/2012/11/as-quatro-regras-de-oracao-de-joao-calvino.html/comment-page-1#comment-5261


A Questão Homossexual


3 Dicas para Virar a Mesa em um Debate sobre A Questão Homossexual

Atualmente, basta você dizer que acredita que o ato homossexual é um pecado e você receberá um belo esteriótipo de intolerante. Já tratamos de algumas questões teológicas importantes na pregação “Pensando biblicamente sobre o pretenso ‘casamento homossexual’” e nas postagens “Homossexualidade, Relacionamentos Humanos e os Desafios para o Evangelismo“, ambos de John Piper.
Nesta postagem, quero ajudá-lo a virar a mesa em uma conversa ou debate.

Primeira Dica: Peça Previamente por Tolerância

Greg Koukl, em seu blog, escreve:
Se você é colocado em uma situação onde você suspeita que suas convicções serão rotuladas como intolerantes, fanáticas, preconceituosas, e discriminatórias, vire a mesa.
Quando alguém pede a sua opinião sobre uma questão moral, antes de dar seus comentários faça uma pergunta. Diga:
“Sabe, essa é realmente uma questão muito pessoal que você está perguntando e eu ficaria feliz em respondê-la. Mas antes de fazê-lo, quero saber se você se considera uma pessoa tolerante ou intolerante. É seguro dar a minha opinião, ou você vai me julgar pelo meu ponto de vista? Você respeita ideias diversas, ou você condena os outros por terem convicções que são diferentes da sua?”
Deixe-o responder. Se ele disser que é tolerante (o que provavelmente fará), então, quando você der o seu ponto de vista, será muito difícil para ele chama-lo de intolerante ou preconceituoso sem parecer culpado também.
Esta resposta aproveita o fato de que não há um que seja terreno moralmente neutro. Todo mundo tem um ponto de vista que acha certo e todo mundo julga, em um momento ou outro. O cristão recebe o estereótipo como sendo julgador, mas todo mundo está julgando também. É uma consequência inevitável de se acreditar em qualquer tipo de moralidade.

Segunda Dica: Combata os Mitos

A “agenda gay” está amplamente baseada no poder da mídia e em dados duvidosos. Um desses dados é a afirmação do “genocídio homossexual”, o qual alega que “a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil”. Contudo o que este dado não mostra é que  boa parte desses assassinatos são por motivos relacionais (homossexuais matando homossexuais) e que, como aponta Solano Portela na postagem Genocídio Homossexual?:
A cada ano, 50.000 brasileiros são assassinados, o que dá 138 brasileiros por dia, ou 414 a cada três dias. Se a questão é que “um homossexual é assassinado a cada três dias”, isso dá 1 a cada 414 pessoas. Ou seja, 0,25% dos assassinatos totais.

Terceira Dica: Mostre que há outros pecados

Trevin Wax, na excelente postagem “Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade” (você deveria ler), sugere a seguinte resposta:
Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?
Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque ele morreu por mim, eu devo tudo a ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que ele diz sobre sexo e moralidade.
Você pode ver mais dicas nesse artigo de Wax, como:
  1. o que responder quando dizem que você está defendendo o ódio,
  2. é possível ser cristão e gay
Não deixe de ler.

Espero que essas dicas o ajudem. Para uma análise mais profunda da moralidade sexual moderna confira o excelente livro de Albert Mohler: Desejo e Engano.
Fonte:http://www.blogfiel.com.br/2012/10/3-dicas-para-virar-a-mesa-em-um-debate-sobre-a-questao-homossexual.html