Cristo como sumo sacerdote... entrou no Santo dos Santos... tendo obtido eterna redenção. Hebreus 9.11-12
sábado, 28 de dezembro de 2013
Sermão - Ano Novo
OS PLANOS E PROJETOS HUMANOS – Pv
16.1-3,9,25;15.22
Ø
Está se aproximando o último dia do ano.
Ø
Em algumas horas começaremos um novo ano nas
nossas vidas.
Ø
Temos
planos? Quais são? É legítimo
fazê-los?
Nós temos conhecimento dos Planos Eternos de Deus por meio da Bíblia. Mas o que a mesma nos
dizem sobre os planos humanos?
O livro de Provérbios que pode ser definido como
sabedoria concentrada é especialmente útil neste sentido, o capítulo 16, por
exemplo, resume ensinos necessários à vida humana.
Observemos rapidamente estes textos que falam de
planos, projetos ou caminhos humanos, em busca de orientação para as nossas
vidas.
O que eles nos ensinam?
Primeiramente o texto nos fala sobre:
I - A
Legitimidade dos Planos Humanos (16.1,9)
Os animais são direcionados pelo instinto, eles
não têm planos, são movidos pela satisfação das suas necessidades físicas.
Mas não pode ser assim com os seres humanos
racionais. Compete-nos fazer planos, traçar caminhos, estabelecer propósitos e
metas na vida.
Jesus ilustra a
legitimidade dos projetos humanos com a seguinte pergunta:
"Pois, qual de vós, pretendendo
construir uma torre não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar
se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançados os
alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele dizendo:
este homem começou a construir e não pode acabar" (Lc 14.28-30.)
»
Por outro lado, a preocupação excessiva pela
vida não é lícita.
»
Temos que confiar na fidelidade de Deus.
»
Mas a negligência e ociosidade são igualmente
ilícitas.
Ao mesmo tempo em que as Escrituras condenam a
preocupação pela vida, nos apresentam a formiga como modelo de prudência, por
armazenar no verão o alimento para comer no inverno. (Pv 6.6-11; 30.25).
Tendo em vista a legitimidade e a necessidade de
se planejar, as Escrituras nos chama atenção para:II - O Perigo dos Planos Humanos (16.25)
>
O coração do homem é enganoso e precisamos
reconhecer isso.
>
A nossa capacidade de avaliar a retidão e a pureza
dos nossos projetos é muito falha.
>
Nós somos tentados a considerar os nossos
caminhos sempre retos aos nossos próprios olhos.
>
Entretanto, caminhos que nos parecem retos, são
estradas perigosas que levam a abismos mortais.
Portanto,
ao planejarmos, devemos levar em consideração alguns perigos:
1 - A avareza
A avareza está intimamente ligada ao desejo de
riqueza. Neste sentido o apóstolo Paulo adverte Timóteo dizendo assim:
“Ora, os que querem ficar ricos caem em
tentações e ciladas, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as
quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz
de todos os males; e alguns, nesta cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se
atormentaram com muitas dores” (I Tm 6.9-10).
Nossos planos de riqueza podem esconder perigosas
ciladas para nossa alma. Tenhamos cuidado.
Jesus mesmo advertiu os seus discípulos contra o
perigo da avareza dizendo: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e
qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância de bens
que possui” (Lc 12.15).
Outro perigo que pode
estar por trás dos nossos planos é:
2 - A auto-suficiência
Se os nossos planos são absolutos, se eles não
dependem da vontade de Deus, é bem provável que se constituam em caminho de
morte.
Muitas pessoas administram suas vidas como se
tudo dependesse apenas delas, como se fossem senhores absolutos de suas vidas.
Mas nós não podemos contar com o futuro. Nós desconhecemos
completamente o que ele nos trará. Agir como se fôssemos senhores de nosso
futuro é pecado. Melhor é fazermos bom uso do presente.
Com relação ao perigo da auto-suficiência, o
apóstolo Tiago nos adverte:
“Atendei agora voz que dizeis: hoje ou
amanhã iremos para cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos
lucro. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas
como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis
dizer: se o Senhor quiser, não só viveremos como também faremos isto ou aquilo.
Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância
semelhante a essa é maligna” (Tg 4.13-16).
O homem não pode acrescentar um côvado ao curso
da sua vida. Ele está inteiramente nas mãos do Todo-Poderoso, e
deve reconhecer sua incapacidade para dirigir sua vida à parte de Deus;
quanto mais o futuro! Nós não temos nenhum controle sobre ele, e temos de
depender inteiramente de Deus.
Por isso, nossos lábios devem aprender a
pronunciar com mais freqüência esta pequena frase: “Se o Senhor quiser”.
Mais importante ainda, nossas mentes, vontades,
desejos, planos e projetos para o futuro devem estar impregnados desta atitude.
Não como nota de rodapé, mas como conteúdo.
Os planos são legítimos, mas cuidado com a
avareza e com a arrogância; cuidado com o amor ao dinheiro e com a auto-suficiência.
Em terceiro lugar provérbios nos fala sobre: III - A Atitude Sábia com Relação aos Planos Humanos (16.3)
Qual então é a atitude sábia com relação ao
assunto? Como podemos agir com sabedoria, ao traçarmos nossos planos para o
futuro?
1- Confiando
nossos planos ao Senhor
Se desejarmos que nossos projetos sejam caminhos
de vida, devemos colocá-los diante do Senhor e suplicar que Ele dirija nossos
passos.
“Confia no Senhor de todo o teu coração,
e não te estribes no teu próprio entendimento, reconhece-O em todos os teus
caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3.5-6).
Nossos planos devem ser traçados com humildade,
na dependência de Deus. Não como se fôssemos senhores do nosso futuro, mas como
alguém que reconhece que depende inteiramente da vontade de Deus.
Uma segunda atitude
sábia com relação aos planos humanos é percebida quando nós estamos:
2- Crendo
na soberania absoluta de Deus sobre o universo
→
Isto implica em reconhecermos a soberania de
Deus sobre as nossas próprias vidas.
→
Implica em reconhecermos que o Senhor tem um
plano eterno, perfeito e imutável.
→
E que Ele faz todas as coisas de acordo com o
conselho da Sua própria vontade.
Uma terceira atitude
sábia com relação aos planos humanos é constatada quando nós estamos:
3-
Planejando de conformidade com a vontade revelada de Deus
Objetivamente falando, este é o pré-requisito
fundamental para o sucesso dos nossos planos. Que eles devem ser traçados à luz
da revelação bíblica como um todo.
As Escrituras estão repletas de princípios gerais
que devem nortear nossas vidas. Se nossos projetos contrariam estes
princípios gerais, não podemos esperar a bênção de Deus sobre eles.
E consequentemente eles não serão caminhos de
vida e sim de morte. Portanto, precisamos conhecer os princípios bíblicos para
sermos bem sucedidos em nossos planos.
Uma quarta atitude
sábia com relação aos planos humanos é averiguada quando nós:
4- Não
dispensando os conselheiros
Além do que já foi dito, as Escrituras nos
ensinam que não podemos dispensar os conselheiros: “Onde não há conselho
fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros, há bom êxito” (Pv 15.22).
→
Há pessoas mais idosas com as quais podemos nos
aconselhar.
→
Os filhos devem recorrer aos pais.
→
Em algumas ocasiões os pais também devem
recorrer aos filhos.
→
O conselho de irmãos em Cristo mais experientes,
e de pastores, podem determinar o bom êxito dos nossos projetos.
É espantoso ver como determinadas pessoas nunca
solicitam conselhos!
CONCLUSÃO
F Neste
final ano faremos bem em considerar nossas vidas;
F Devemos
fazer um balanço em todas as áreas;
F Em
que temos errado?
F Do
que temos que nos arrepender?
F Como
viver de modo que agrade mais ao nosso Senhor?
F Como
servi-lO melhor?
Neste final de ano devemos também fazer planos
para o futuro relacionados aos nossos estudos, profissão, relacionamentos e,
especialmente, planos espirituais.
Planejar é lícito, mas temos que estar alertas
contra os perigos de nos concentrarmos nas riquezas e da não dependência de
Deus.
Ambas as atitudes são tremendamente perigosas e
antecedem a queda, a ruína e a perdição.
Nossos planos para o futuro têm que ser feitos no
Senhor; temos que reconhecer que Ele é o Senhor absoluto da nossa vida e do
nosso futuro.
Temos que pacientemente aguardar que Ele nos
dirija os passos, e traçar nossos planos à luz da revelação especial das
Escrituras.
Por Rev. Gilvan de
Oliveira Silva – IPBEC, 30/12/07.
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