Cristo como sumo sacerdote... entrou no Santo dos Santos... tendo obtido eterna redenção. Hebreus 9.11-12
sábado, 15 de outubro de 2011
Os 10 mandamentos do Casal – Pv 15.18
Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal".
E nesta oportunidade, gostaria de compartilhá-los com os irmãos, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade aos casais.
1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evite a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Deste modo, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma diante da situação conflitante.
Nós precisamos estar convencidos de que na explosão nada será feito de bom. Todos nós sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza.
Portanto, jamais permita que a explosão aconteça no seu relacionamento conjugal
Alguém já disse certa vez: “Há criatura que são como as canas, mesmo esbagaçadas, só sabem dar doçura...”.
2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.
Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.
3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Pode não parecer, mas perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.
Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não.
Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine.
Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, de luta ingloriosa. Sobre isso, dizia o pensador Lao Tsé: "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral".
à Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne?
É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol.
Ø Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.
4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações.
Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor.
Ore em favor do seu cônjuge antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor que prepare o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe.
ü Não esqueça isso: Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.
5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.
A verdade é que toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles.
Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão.
Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme.
Não é conveniente revidar, senão a discussão aumenta, e tudo de mal pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.
“O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18).
· “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”.
Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.
6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. Assim, falta de atenção para com o cônjuge causa tristeza, amargura, angústia e demonstra desprezo.
Portanto, fique atento aos problemas e aspirações do seu cônjuge.
7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
“... não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26).
Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema, sem solução.
Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem.
Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com a nossa dedicação e com a graça de Deus.
8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras.
Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar.
Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.
Diga para o seu cônjuge:
Ø Eu te amo;
Ø Você é muito importante para mim;
Ø Sem você eu não teria conseguido vencer este problema;
Ø A tua presença é importante para mim;
Ø Tuas palavras me ajudam a viver;
Ø Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.
9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro.
Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde.
Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento.
Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!
10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga.
Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão.
Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga que a calma retorna ao coração do cônjuge.
Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC,11/10/11.
CONFLITOS INTERPESSOAIS – Tg 4.1
à Os conflitos fazem parte das relações humanas.
Os conflitos são encontrados nos relacionamentos da liderança eclesiástica, no relacionamento conjugal, no relacionamento de trabalho, na igreja, entre familiares e entre amigos.
No entanto, precisamos em primeiro lugar reconhecer que o conflito tem um aspecto sadio, vejamos:
I. AS VANTAGENS DO CONFLITO:
A incapacidade de se resolver o conflito geralmente acontece porque não o aceitamos. Podemos errar se pensarmos que pelo fato de amar uns aos outros, não podemos ter nossas diferenças.
O conflito não é apenas inevitável, ele até certo ponto, tem suas vantagens:
1ª.) O conflito revela que há um relacionamento em funcionamento.
A intimidade faz as nossas diferenças parecerem maiores e aumenta: nossa dissensão, nossos desacordos, nossas divergências. Deste modo, podemos afirmar que afastamento de conflitos é essencialmente afastamento de relacionamentos.
2ª.) O conflito ajuda a purificar a liderança.
Alguém já disse que as pessoas com quem diferimos tornam-se a “lixa de Deus” para alisar as arestas agudas de nossa liderança. Se o conflito é inevitável, aceitamos que o mesmo tem seu lado sadio.
Portanto, a pergunta mais importante agora não é como evitar o conflito, mas sim: Como lidar com os conflitos de modo que agrade a Deus?
Vejamos em segundo lugar:
II. A ORIGEM DO CONFLITO – (Tg 4.1; II Co 12.20; Fp 2.3).
Os conflitos interpessoais se manifestam por diversas razões, mas na essência eles revelam uma coisa em comum - o egoísmo.
O desejo que temos de ser notados, servidos e honrados é nada mais do que o desejo de sermos tratados como rei, e isto para satisfazer a nós mesmo, custe o que custar.
Segundo Tiago, a raiz dos conflitos era os prazeres da carne. Em outras palavras, podemos dizer cada um de nós tem dentro de si um rei, ou uma criança que está sempre exigindo: quero mais, mais, mais.
Quando duas destas crianças se confrontam querendo as mesmas coisas, ou coisas diferentes, então inevitavelmente surgem os conflitos.
Este egoísmo se manifesta da seguinte maneira:
1. Em necessidade de ser notado, de dominar, de fazer a própria vontade.
2.Em atitude amarga que não consegue perdoar.
3.Insegurança, envolvendo sentimentos de ameaça.
4.Medo de rejeição e relutância em confiar nos outros.
5.Indisposição em reconhecer as diferenças individuais.
A observação que devemos fazer neste ponto é que nem todo mundo pensa, sente, ou vê as situações como eu.
Em terceiro lugar veremos:
III. COMO LIDAR COM O CONFLITO DE MODO BÍBLICO?
Primeiramente olhemos para as:
A. Maneiras erradas e não-bíblicas de lidar com o conflito.
O livro “Enfrentando as Tempestades” da Editora Hagnos – mostra que uma das maneiras de lidar com o conflito é usar o caminho da manipulação, e resume este caminho em quatro mecanismos:
1. Poder: Quando a pessoa faz uso de sua autoridade para dominar a outra. Objetivo: ganhar o conflito.
2. Paz: Quando se busca pagar qualquer preço para apaziguar o conflito. Não poderemos ser eficientes em nossos relacionamentos interpessoais se o nosso padrão é sempre de recuo. Você não pode ser um bom pai ou boa mãe, por exemplo, se não tiver disposto a enfrentar conflitos. (I Reis 1.6). Objetivo: ser aceito pelos outros.
3. Proteção: Quando se minimiza o problema, negando sua existência.
Objetivo: evitar a dor do conflito.
4. Auto-piedade: Quando a pessoa faz o papel de “coitado”. Objetivo: Tirar o foco do problema para si mesmo, assim evitando o conflito.
B. Maneiras corretas e bíblicas de lidar com o conflito.
1. Tenha por objetivo encontrar a verdade, não ganhar uma discussão.
Nossa primeira reação (instintivamente) é responder defensivamente quando desafiados, no entanto, essa é sempre a pior resposta.
Num conflito, devemos ter como objetivo encontrar a verdade para solucionar o conflito. Nossa motivação deve ser resolver o problema, e não ganhar o desafio.
Precisamos olhar por baixo do problema aparente, e assim, seremos capazes de prevenir conflitos maiores em nossos relacionamentos. Precisamos aprender a atacar o problema em si, não as pessoas e seus motivos.
Numa discussão, é fácil criticar, acusar, julgar e condenar o oponente. Às vezes, agimos como se pudéssemos ler as mentes e discernir os motivos das pessoas. (Mt 7.1-2 e Rm 2.1).
Porém, identificar a verdade é o caminho mais curto para resolver problemas.
2. Aprenda a assumir sua parcela de responsabilidade no problema - (Mt 7.1-5; Lc 6.42)
O líder deve ser o primeiro a assumir sua parcela no problema. Ele deve perguntar a si mesmo: “O que há a meu respeito que está causando este aborrecimento?”.
Todavia, para tomar esta atitude precisamos de humildade (Tt 3.2). Humildade é pensar menos em si mesmo. É entender que o mundo não gira em torno de nós.
Numa crise de relacionamento, costumamos pensar que as coisas só serão resolvidas quando o outro mudar seu modo de ser. Raramente pensamos que nós também precisamos mudar.
Colocar a culpa sobre os outros é um dos maiores obstáculos à verdadeira solução dos problemas nos relacionamentos – (Lc 6.42).
Resistindo a idéia de culpar, tiramos de foco as pessoas, e buscamos encontrar a verdadeira razão do conflito.
3. Procure compreender a outra pessoa – (Hb 4.15,16)
Se você não compreender o ponto de vista de outra pessoa, nunca será capaz de resolver o conflito. Talvez este seja o passo mais difícil dentro de um conflito, porém, já é 80% do caminho.
Para compreender o outro, quatro aspectos merecem nossa atenção:
1) Desejo sincero de compreender. Nunca conseguiremos resolver conflitos sem “entrar na pele” da outra pessoa. Nossa tendência natural é ver a situação somente da nossa perspectiva. A verdade é que precisamos ver as circunstâncias do ponto de vista da outra pessoa. (Hb 4.15,16).
2) Saber ouvir. (Pv 18.13). Um erro que comumente cometemos é que enquanto uma pessoa fala expondo seu ponto de vista, a outra já está formulando mentalmente seu ataque ou defesa.
Um passo fundamental para entender o outro e lidar com o conflito é saber ouvir. No processo de escutar é importante entender os fatos concretos, porém, os aspectos emocionais, subjetivos não deverão ser desrespeitados.
3) Respeitar a opinião do outro. Compreender não significa que você está concordando com a outra pessoa, mas a respeita por pensar diferente de você.
4) Não condene. Colocar a culpa nos outros é um dos maiores obstáculos à solução do conflito. “É preciso resistir à tentação de acusar a outra parte, ou de levantar problemas que não pertencem àquele fórum de discussão”.
4. Disponha-se a perdoar
A nossa responsabilidade é conceder perdão aos outros assim como Deus nos perdoou (Ef 4.32), isso significa que não devemos guardar o pecado ou erro da outra pessoa para depois usá-lo contra ela.
Devemos entregar a ofensa e o ofensor ao Senhor; pois Ele é o juiz justo (Mt 16.27; II Tm 4.8). As Escrituras usam “esquecer” no sentido de “desconsiderar”.
Mesmo que você não sinta vontade de conceder perdão a outra pessoa, você pode e deve perdoar em obediência às Escrituras (Ef 4.32).
CONCLUSÃO:
A título de aplicação, seguem algumas perguntas para nossa reflexão:
1) Existe hoje em seu círculo de relacionamento alguma pessoa com quem você está tendo conflito ? Quem?
2) Você sabe qual a razão ou os motivos que geraram esta dificuldade de relacionamento?
3) Você consegue identificar algo que você fez ou deixou de fazer que contribuísse para o desgaste neste relacionamento?
4) Como você tem procurado lidar com este conflito? Sobrepujando, “apaziguando”, evitando, sentindo-se injustiçado, ou envidando esforços para sua solução?
5) Você sente-se em paz quando tem que se relacionar com esta pessoa?
6) Diante deste estudo, você consegue perceber qual a vontade de Deus para a restauração deste relacionamento? O que você pretende fazer?
Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC (Professores, Médicos e Dentistas).
(Rev. Gildásio Reis)
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