segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VOCE ESTÁ PRONTO? – (Sl 90.9b, 144.4; Tg 4.14)



®      “... acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (Sl 90.9b).
®      “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (Sl 144.4).
®      “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14).

O ano de 2012 está findando. Nós não sabemos o que podemos encontrar antes do fim. Tudo diante de nós é incerto: não sabemos o que um dia pode trazer muito menos o que pode acontecer em um ano.

Portanto, às vésperas do ano novo, eu preciso lhes fazer uma pergunta simples, porém solene:

»  Crianças - Vocês estão prontas?
»  Adolescentes - Vocês estão prontos?
»  Jovens - Vocês estão prontos?
»  Senhoras - Vocês estão prontas?
»  Senhores - Vocês estão prontos?
»  Meus amigos visitantes - Vocês estão prontos? 

Você está pronto para a doença? 

Você não pode esperar estar sempre bem. Nós não temos um corpo maravilhoso, imune às consequências do pecado. Nosso corpo é corrupto, perecível, sujeito a toda sorte de enfermidades.

Não fique pensando que você é um violão de mil cordas e que vai estar em sintonia por tanto tempo. É um duro golpe na alma pensar que a qualquer momento podemos ser atingidos por uma enfermidade.

A dor e a fraqueza podem curvar o homem forte e fazê-lo como uma criança. A dor pode fazer um homem chorar de manhã e desejar a noite, ou chorar à noite e desejar o dia.

Tudo isso pode vir a acontecer agora ou no decorrer de 2013. Seus sentidos podem perder a vitalidade, seus nervos podem ser enfraquecidos – um gafanhoto pode vir a lhe tornar um fardo muito pesado.

®    Se as enfermidades vierem, como iremos reagir?
®    Você está pronto para as possíveis aflições? 
®    Talvez você esteja agora dialogando com sua alma e concluindo que: A Escritura sugere coisa triste, muito triste.
®     Meu irmão e meu amigo, este testemunho é verdadeiro.
®    A Bíblia ensina que a qualquer hora você pode perder seus bens.
®    Suas riquezas podem criar asas e voar.
®    Seus amigos podem deixar você.
®    Seus filhos podem decepcionar você.
®    Seus funcionários podem enganar você.
®    Seu coração pode lhe assaltar.
®    Sua conduta corre o risco de ser deturpada.

Os problemas da vida, tais como: aborrecimentos, aflições, ansiedades, separações e morte podem nos cercar por todos os lados, como um exército de homens armados. Onda após onda pode estourar na sua cabeça e a preocupação lhe esmagar até ao pó.

à Você está pronto? 
à Você está pronto para lutos, desgostos e amarguras? 
à Sem dúvida, existem aqueles no mundo que você ama. 
à Há aqueles cujos nomes estão gravados em seu coração.
à Há aqueles com quem suas afeições estão entrelaçadas.
à Há aqueles que são a luz dos seus olhos...
à Há aqueles que são a razão da sua existência. 

Todavia, é preciso saber que todos eles são mortais: qualquer um deles pode morrer antes do fim deste ano ou no decorrer dos próximos anos.

®    Qualquer um de nós pode ser deitado no túmulo em 2013. 
®    Seu avô ou avó podem ser enterrados.
®    Seu pai ou mãe podem ser enterrados.
®    Seu irmão ou irmã podem ser enterrados.
®    Seu filho ou filha podem ser enterrados.
®    Seu ídolo mais querido pode ser quebrado.

Lágrimas amargas e luto profundo pode ser a sua porção. Antes de dezembro findar você pode se sentir terrivelmente só. 

·      Você está pronto? 
·      Você está pronto para a morte? 
·      Ela deve vir algum dia: pode vir ainda este ano, no próximo, no próximo ou no próximo do próximo. 
·      Você não vai viver para sempre aqui neste mundo.
·      2013 pode ser seu último ano neste mundo.

Você não tem domínio absoluto de sua vida. Este mundo não é a sua casa permanente. Aqui você não passa de um inquilino. Aqui você é um peregrino em terra estranha.

·      Sua última enfermidade estar por vir.
·      Sua última doença virá como um aviso pra você sair deste mundo.
·      Seu médico virá como portador da noticia de que a medicina esgotou suas habilidades sobre o seu caso.
·      Seus parentes e amigos sentar-se-ão à sua cabeceira observando seu quadro se agravando a cada dia.
·      Você mesmo vai sentir sua forças indo embora gradativamente.
·      Estar por vir o dia em que você mesmo dirá: “dessa cama eu não mais consigo descer”.

Você está preparado?

Vai chegar o dia em que você verá o mundo escorregar de debaixo dos seus pés, e todos os seus esquemas e planos de repente cessarão. 

»  A cada ano que passamos sentimos o nosso caixão se aproximar.
»  A cada ano que passamos sentimos as portas da sepultura se abrindo para nós.
»  A cada ano que passa o verme que atua no processo da decomposição do corpo, aumenta suas expectativas para devorar nossas entranhas.
»  A cada ano que passa a eternidade se descortina diante de nós.
»  A cada ano que passa você está mais próximo do céu ou do inferno.

A morte virá como um rolo compressor sobre você. Você está pronto?

O tempo para o arrependimento estar passando rapidamente. O Salmista nos alerta dizendo: “... acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (Sl 90.9b).

Muitos vão chorar amargamente por ter deixado o tempo do arrependimento passar. Muitos vão gritar desesperadamente para o Senhor dar mais uma chance, porém será em vão, pois o tempo da misericórdia terá passado.  
Depois que você morrer, não haverá nenhuma mudança em sua condição espiritual. O que será levado em conta será seu modo de vida enquanto viveu na terra. A morte sela o destino eterno do homem.

Ø  Essas são questões solenes. 
Ø  Elas deveriam fazer você examinar a si mesmo. 
Ø  Elas deveriam fazer você pensar.
Ø  Elas deveriam conduzir você a uma boa resposta sobre o estar pronto.
Ø  Coisa terrível é ser pego de surpresa. 
Ø  Coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivo. 

O homem preparado é aquele que tem um Salvador capaz. O homem só pode se considerar pronto quando puder contar com Jesus para ajudá-lo.

®    O homem pronto é aquele que desenvolve a vida de fé no Filho de Deus. 
®    O homem pronto é aquele que fugiu do pecado para o perdão em Cristo.
®    O homem pronto é aquele comprometeu sua alma com o reino de Deus.

O homem pronto é aquele que quando tem taças amargas de aflição para beber, sabe que elas foram preparadas pelas mãos daquele que foi pregado na cruz por seus pecados.

O homem pronto sabe que quando for expulso deste mundo pela morte física, seu corpo irá para sepultura, aguardar a ressurreição do último dia e sua alma estará na glória eterna.

®    O homem pronto é aquele que não teme ao ouvir que Jesus virá segunda vez. Ele olha para a vinda do Senhor sem alarme. 

®    O homem pronto é aquele que não tem medo da morte.

®    O homem pronto é aquele que ouve um sermão como este e diz: “Maranata” – vem Senhor Jesus.

®    O homem pronto é aquele que tem um coração pronto. Ele nasceu de novo, foi regenerado pelo Espírito Santo.

®    O homem pronto é aquele que o Espírito Santo mostrou o verdadeiro valor das coisas aqui de baixo e lhe ensinou a amar as coisas lá de cima.
®    O homem pronto é aquele que quando o luto vem, ele recorda o que diz o Patriarca Jó em seu livro (1.21) – “... o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21).

®    O homem pronto é aquele que quando a doença se aproxima ele diz como o Salmista – “Nas tuas mãos, estão os meus dias...” (Sl 31.15).

®    O homem pronto sabe que as primeiras coisas vão passar e que no céu não haverá mais dor nem pranto, não haverá mais luto nem lágrimas. Ele sabe que trinfará nas bodas do Cordeiro.

Creio que agora você poderá dizer se está pronto ou não.

Se você ainda não está pronto, lhe recomendo os seguintes passos:
1.      Ore a Deus pedindo misericórdia por sua alma.
2.      Chore como um desesperado desejando o céu.
3.      Renuncie seus prazeres mundanos.
4.      Confesse seus pecados ao Senhor.
5.      Clame por arrependimento, por conversão e por fé.
6.      Não negligencie as coisas espirituais como: Bíblia, Oração e Culto.

Finalizo dizendo que da parte de Deus todas as coisas estão prontas. O Pai está pronto para receber você. Jesus está pronto para lavar os seus pecados. O Espírito Santo está pronto para renovar e santificar você. Os anjos estão prontos para festejar sua conversão.

Por que então não vir ainda este ano para o exército dos que já estão prontos? Se você tem razões para esperar mais algum tempo para se declarar pronto, eu aconselho você a ter certeza disso. 

O tempo não pára – “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14).

Aos que já se consideram prontos, exorto a prosseguir crescendo a cada ano na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.


Por Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 31/12/12.















































sexta-feira, 9 de novembro de 2012

João Calvino e a Oração


As Quatro Regras de Oração de João Calvino

por Joel Beeke
Para Calvino, a oração não podia ser realizada sem disciplina. Ele escreveu: “Se não fixarmos certas horas do dia para a oração, ela escapará facilmente de nossa memória”. Ele prescreveu várias regras para orientar os crentes a oferecerem oração fervorosa e eficaz.

1. A primeira é um senso sincero de reverência.

 Na oração, precisamos estar “dispostos de coração e mente, como convém àqueles que entram em conversa com Deus”. Nossas orações devem brotar do “fundo de nosso coração”. Calvino recomendava uma mente e um coração disciplinados, afirmando: “As únicas pessoas que se preparam devida e apropriadamente para orar são aquelas que são movidas de tal maneira pela majestade que, livres dos cuidados e afeições terrenos, se aproximam da oração”.

2. A segunda regra é um senso sincero de necessidade e arrependimento.

Temos de “orar com um senso sincero de carência e arrependimento”, mantendo “a disposição de um pedinte”. Calvino não estava dizendo que os crentes devem orar em favor de cada capricho que surge em seu coração, e sim que devem orar penitentemente, de acordo com a vontade de Deus, tendo em foco sua glória e anelando resposta, “com afeição sincera, e, ao mesmo tempo, desejando obtê-la de Deus”.

3. A terceira regra é um senso sincero de humildade e confiança em Deus.

A verdadeira oração exige que “abandonemos toda confiança em nós mesmos e supliquemos humildemente o perdão”, confiando somente na misericórdia de Deus para recebermos bênçãos espirituais e temporais, lembrando sempre que a menor gota de fé é mais poderosa do que a incredulidade. Qualquer outra maneira de nos aproximarmos de Deus promoverá o orgulho, que será letal. “Se reivindicarmos algo para nós mesmos, por mínimo que seja”, estaremos em perigo de destruir a nós
mesmos na presença de Deus.

4. A regra final é ter um senso sincero de esperança confiante.

A confiança de que nossas orações serão respondidas não surge de nós mesmos, mas do Espírito Santo agindo em nós. Na vida dos crentes, a fé e a esperança vencem o temor, para que sejamos capazes de pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1.6). Isso significa que a verdadeira oração é confiante na resposta, por causa de Cristo e do pacto, “pois o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sela o pacto que Deus estabeleceu conosco”. Assim, os crentes se aproximam de Deus com ousadia e entusiasmo porque essa “confiança é necessária à verdadeira invocação… que se torna a chave que nos abre a porta do reino dos céus”.

Opressivas? Inatingíveis?

Essas regras talvez pareçam opressivas — até inatingíveis — em face de um Deus santo e onisciente. Calvino reconheceu que nossas orações estão repletas de fraqueza e imperfeição. Ele escreveu: “Ninguém jamais cumpriu esse dever com a retidão que lhe era devida”. Mas Deus tolera “até o nosso gaguejo e perdoa a nossa ignorância”, permitindo que ganhemos familiaridade com Ele, em oração, embora esta seja pronunciada de “forma balbuciante”. Em resumo, nunca nos sentiremos como pedintes dignos. Nossa inconsistente vida de oração é frequentemente atacada por dúvidas, mas essas lutas mostram nossa necessidade contínua da oração como uma “elevação do espírito” e nos impele sempre a Jesus Cristo, que “transformará o trono da glória terrível em trono da graça”. Calvino concluiu que “Cristo é o único caminho e o único acesso pelo qual temos permissão de ir a Deus”.
Este trecho é uma adaptação da contribuição de Joel Beeke no livro João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus

João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus (Editado por Burk Parsons)

Conheça o Homem que está por trás do mito
O nome de João Calvino suscita imagens poderosas, a maioria delas, negativas. Muitos o vêem como um teólogo distante dos problemas cotidianos, severo e ilógico, a força motriz de um sistema teológico perigoso. Neste livro, Burk Parsons e mais 18 autores e eruditos reformados revelam com autoridade a verdade a respeito de Calvino e suas doutrinas – ele era humilde, atencioso, piedoso, cheio das escrituras e, acima de tudo, possuía um grande desejo por exaltar a glória de Deus. João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus oferece um retrato altamente compreensível de um homem cujo exemplo e ensino permanecem e vitalmente importantes no século XXI.
http://www.blogfiel.com.br/2012/11/as-quatro-regras-de-oracao-de-joao-calvino.html/comment-page-1#comment-5261


A Questão Homossexual


3 Dicas para Virar a Mesa em um Debate sobre A Questão Homossexual

Atualmente, basta você dizer que acredita que o ato homossexual é um pecado e você receberá um belo esteriótipo de intolerante. Já tratamos de algumas questões teológicas importantes na pregação “Pensando biblicamente sobre o pretenso ‘casamento homossexual’” e nas postagens “Homossexualidade, Relacionamentos Humanos e os Desafios para o Evangelismo“, ambos de John Piper.
Nesta postagem, quero ajudá-lo a virar a mesa em uma conversa ou debate.

Primeira Dica: Peça Previamente por Tolerância

Greg Koukl, em seu blog, escreve:
Se você é colocado em uma situação onde você suspeita que suas convicções serão rotuladas como intolerantes, fanáticas, preconceituosas, e discriminatórias, vire a mesa.
Quando alguém pede a sua opinião sobre uma questão moral, antes de dar seus comentários faça uma pergunta. Diga:
“Sabe, essa é realmente uma questão muito pessoal que você está perguntando e eu ficaria feliz em respondê-la. Mas antes de fazê-lo, quero saber se você se considera uma pessoa tolerante ou intolerante. É seguro dar a minha opinião, ou você vai me julgar pelo meu ponto de vista? Você respeita ideias diversas, ou você condena os outros por terem convicções que são diferentes da sua?”
Deixe-o responder. Se ele disser que é tolerante (o que provavelmente fará), então, quando você der o seu ponto de vista, será muito difícil para ele chama-lo de intolerante ou preconceituoso sem parecer culpado também.
Esta resposta aproveita o fato de que não há um que seja terreno moralmente neutro. Todo mundo tem um ponto de vista que acha certo e todo mundo julga, em um momento ou outro. O cristão recebe o estereótipo como sendo julgador, mas todo mundo está julgando também. É uma consequência inevitável de se acreditar em qualquer tipo de moralidade.

Segunda Dica: Combata os Mitos

A “agenda gay” está amplamente baseada no poder da mídia e em dados duvidosos. Um desses dados é a afirmação do “genocídio homossexual”, o qual alega que “a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil”. Contudo o que este dado não mostra é que  boa parte desses assassinatos são por motivos relacionais (homossexuais matando homossexuais) e que, como aponta Solano Portela na postagem Genocídio Homossexual?:
A cada ano, 50.000 brasileiros são assassinados, o que dá 138 brasileiros por dia, ou 414 a cada três dias. Se a questão é que “um homossexual é assassinado a cada três dias”, isso dá 1 a cada 414 pessoas. Ou seja, 0,25% dos assassinatos totais.

Terceira Dica: Mostre que há outros pecados

Trevin Wax, na excelente postagem “Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade” (você deveria ler), sugere a seguinte resposta:
Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?
Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque ele morreu por mim, eu devo tudo a ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que ele diz sobre sexo e moralidade.
Você pode ver mais dicas nesse artigo de Wax, como:
  1. o que responder quando dizem que você está defendendo o ódio,
  2. é possível ser cristão e gay
Não deixe de ler.

Espero que essas dicas o ajudem. Para uma análise mais profunda da moralidade sexual moderna confira o excelente livro de Albert Mohler: Desejo e Engano.
Fonte:http://www.blogfiel.com.br/2012/10/3-dicas-para-virar-a-mesa-em-um-debate-sobre-a-questao-homossexual.html

sábado, 4 de agosto de 2012

FIQUE SABENDO >>>


Presbiterianos: Quem Somos e de Onde Viemos
Alderi Souza de Matos 

França. O movimento reformado experimentou enorme crescimento na década de 1550, apesar de intensas perseguições. Em 1559 reuniu-se o primeiro sínodo da Igreja Reformada da França, representando cerca de duas mil igrejas locais, que aprovou a Confissão Galicana. Pela primeira vez, o presbiterianismo foi organizado em âmbito nacional. Muitos dos reformados franceses, os huguenotes, eram artesãos, comerciantes e nobres, concentrando-se especialmente no oeste e sudoeste do país. Seus conflitos com o partido católico liderado pela família Guise-Lorraine levaram a um longo período de guerras religiosas (1562-1598), cujo episódio mais sangrento foi o massacre do Dia de São Bartolomeu (24-08-1572), em que milhares de huguenotes foram mortos à traição em Paris e no interior da França, entre eles o famoso Almirante Gaspard de Coligny. A paz só foi restaurada em 1598, quando o rei Henrique IV, um ex-huguenote, promulgou o Edito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos reformados. Esse edito foi revogado em 1685, fazendo com que 300 mil huguenotes abandonassem a França. Os remanescentes formaram o que ficou conhecido como "a igreja no deserto."