Liturgia é uma palavra grega derivada do verbo “liturguel” – originalmente significa serviço – por isso é utilizada no sentido de indicar a organização do culto, que é um ato de submissão a Deus e do serviço cristão.
Divisões litúrgicas de um culto
1. Ato – Prelúdio: Exercício preliminar, momento preparatório...
2. Ato – Adoração: Nesta parte do culto, estamos exaltando o nome de Deus por aquilo que ele é.
à Oração de adoração
à Leitura – Salmos 96
à Hino – 47...
3. Ato – Contrição ou Confissão: Este é o momento de nos achegarmos a Deus em atitude de arrependimento, confessando a ele nossas faltas.
à Leitura – Salmos 51
à Hino – 74
à Oração de confissão
4. Ato – Ações de Graças ou Louvor: Na adoração exaltamos ao Senhor por aquilo que ele é; no louvor, exaltamos ao Senhor por aquilo que ele faz.
à Leitura – Salmos 100
à Cânticos Espirituais (quatro é um bom número)
à Oração de Louvor
Obs. Há vários elementos na oração, por exemplo: louvor, confissão, ações de graça e súplica. A oração de louvor é na verdade uma invocação da presença de Deus é a exaltação do seu nome. Como parte da liturgia, a oração deve ter três princípios – apropriada, especifica e breve.
5. Ato – Ofertório: Este é o momento de cultuar a Deus com os dízimos e ofertas.
à Leitura – Malaquias 3.6-12
à Hino – 58
à Oração de gratidão
6. Ato - Edificação: É o espaço reservado para a Pregação Fiel das Sagradas Escrituras. É a hora oportuna para recebermos de Deus os ensinos e desafios para a nossa vida diária.
à Leitura do texto a ser pregado
à Oração – Súplica
à Exposição do texto
Obs. Infelizmente, o lugar da pregação no culto tem perdido a sua importância por várias razões, dentre elas podemos citar:
Ø Surgimento de novos meios de comunicação;
Ø A secularização da sociedade;
Ø O afastamento do Cristianismo das Escrituras;
Ø A própria corrupção da Pregação – muitas palavras e pouco da Palavra – falta de confiança em Deus e excesso de confiança na sabedoria humana.
Tudo isso tem feito da pregação um apêndice – um acréscimo no culto. E as consequências, sem dúvidas, se têm feito sentir na vida da Igreja.
v A pregação é o principal meio de graça.
v A pregação é o clímax do culto.
v A pregação é a marca essencial da verdadeira Igreja.
7. Ato – Consagração: Temos que levar as pessoas a tomarem uma postura frente aos desafios lançados, consagrando a semana que está se iniciando.
8. Ato – Despedida:
à Benção apostólica
à Amém Triples
9. Ato – Poslúdio: Exercícios finais, encerramento...
Aproveite esta parte final para fazer os agradecimentos e avisos. Os visitantes devem ser alvo da atenção do liturgo. Quando o liturgo saúda e agradece os visitantes, com certeza:
Ø Sua visita à Igreja será mais agradável;
Ø Eles se sentirão mais em casa;
Ø Perceberão nosso interesse por eles.
Logo após os agradecimentos, transmita os avisos. Eles são essências, pois sempre há informações que a Igreja deve saber.
Para uma boa ordem litúrgica, o liturgo deve transmitir os avisos de uma só vez. Quando o liturgo demora muito tempo nos avisos, o povo desvia sua atenção do motivo principal, por esta razão, qualquer aviso deve ser breve.
Modelo simplificado de uma Liturgia:
Ato de Adoração:
v Oração
v Isaías 6.1-5
v Hino: 13
Ato de Confissão:
v Isaías 6.6-8
v Hino: 68
v Oração
Ato de Louvor:
v Grupo Elyon
Ato Ofertório:
v Hino: 63
v Oração de gratidão
Ato de Edificação:
v Gêneses 4.17-26
Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC, 12/04/12.