sábado, 15 de outubro de 2011

Os 10 mandamentos do Casal – Pv 15.18

Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal".

E nesta oportunidade, gostaria de compartilhá-los com os irmãos, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade aos casais.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo

A todo custo evite a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Deste modo, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma diante da situação conflitante.

Nós precisamos estar convencidos de que na explosão nada será feito de bom. Todos nós sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza.

Portanto, jamais permita que a explosão aconteça no seu relacionamento conjugal

Alguém já disse certa vez: “Há criatura que são como as canas, mesmo esbagaçadas, só sabem dar doçura...”.

2. Nunca gritar um com o outro

A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro

Pode não parecer, mas perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.

Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não.

Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro “vença”, para que mais rapidamente ela termine.

Discussão no casamento é sinônimo de “guerra”, de luta ingloriosa. Sobre isso, dizia o pensador Lao Tsé: "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral".

à Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne?

É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol.

Ø  Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor

A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações.

Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor.

Ore em favor do seu cônjuge antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor que prepare o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe.

ü  Não esqueça isso: Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado

A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.

A verdade é que toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles.

Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão.

Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme.

Não é conveniente revidar, senão a discussão aumenta, e tudo de mal pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas.

“O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18).

·         “Se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz”.

Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge

Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. Assim, falta de atenção para com o cônjuge causa tristeza, amargura, angústia e demonstra desprezo.

Portanto, fique atento aos problemas e aspirações do seu cônjuge.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo

“... não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26).

Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema, sem solução.

Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem.

Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com a nossa dedicação e com a graça de Deus.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa

Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras.

Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar.

Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância.

Diga para o seu cônjuge:

Ø  Eu te amo;
Ø  Você é muito importante para mim;
Ø  Sem você eu não teria conseguido vencer este problema;
Ø  A tua presença é importante para mim;
Ø  Tuas palavras me ajudam a viver;
Ø  Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas

Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro.

Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde.

Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento.

Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam

É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga.

Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão.

Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga que a calma retorna ao coração do cônjuge.

Rev. Gilvan de Oliveira Silva – IPBEC,11/10/11.

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